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De Castle a Absentia, Stana Katic é uma mulher com missão

Por
Claudia Lima Carvalho
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Foi preciso esperar dois anos para Absentia ganhar novos episódios. A história de Emily Byrne, a agente do FBI dada como morta que reaparece seis anos depois sem se lembrar de nada, continua. Sem revelar spoilers, falámos com a protagonista Stana Katic, a eterna Kate Beckett de Castle.

O que podemos esperar da segunda temporada?
Quero muito que as pessoas vejam os novos episódios, têm muito mais acção. O suspense que os personagens carregam vai ser levado para outro nível.

Como é que se preparou para este papel?
Há muitas actrizes que se queixam da falta de personagens femininas fortes. Estou entusiasmada por dar vida a uma personagem que é tão complexa como persistente e acontece que é uma mulher. Uma vez ouvi o George R.R. Martin dizer que não escrevia personagens femininas ou masculinas, escrevia sobre seres humanos. É universal. Isto para dizer que esta é a história de um personagem que passou por algo muito extremo.

Ela é mais um anti-heroi.
Sim, uma espécie de Cavaleiro das Trevas. Como é que alguém se prepara para isso? É interessante, esta é uma história que, para mim, é mais uma novela gráfica do que uma história como o True Detective. E como é tão extremo foi precisar ligar isso às experiências do mundo real. Olhámos para as histórias dos heróis da Segunda Guerra Mundial, as pessoas que sobreviveram àquelas experiências horríveis. Já toda a gente passou por algum trauma. E depois há histórias como o Taken, onde o Liam Neeson tenta proteger a filha. De alguma forma, esta é uma personagem que está a fazer a mesma coisa.

É uma história de amor?
Sim, em última análise, todas as histórias são uma história de amor. E a história entre a mãe e o filho é fulcral.

Com o movimento MeToo houve muita discussão sobre a desigualdade de género, alguma vez sentiu isso?
Estou orgulhosa de tudo o que foi conseguido nos últimos anos, mas temos de continuar a analisar tudo. É suposto sermos contadores de histórias e estarmos à frente na forma de pensar. Não estamos a fazer favores a ninguém ao não contar a histórias de todas as pessoas, de todos os géneros, raças e sexualidades. Acho que isto é um grande início. Sei que sempre que um grupo sai dessa marginalização traz outros grupos atrás também.

Se há calhar há 20 anos Absentia teria como protagonista um homem.
Sim, completamente de acordo. Teria sido possivelmente o caso no passado. No entanto, para mim é tão normal. É até confuso às vezes falar com as pessoas sobre isto. Claro que ela é uma mulher forte. O quê mais podia ser? Isto não é uma novidade, é normal. Todas as mulheres que conheço são fortes, tal como os homens. Parece-me bastante normal contarmos estas histórias. E não aceito nada menos do que isso.

É frustrante ser lembrada sempre pelo seu trabalho em Castle?
Adoro o amor que as pessoas têm à Kate Beckett. Acho que ela foi uma personagem maravilhosa. Era praticamente tudo e por isso as pessoas relacionavam-se com ela. Os homens achavam-na interessante e as mulheres queriam ser amigas dela. Estou orgulhosa por ter esse papel na minha carreira. Não é frustrante de forma nenhuma. É bom que as pessoas se lembrem dela. Espero que isso aconteça também a esta série.

AXN. Ter 22.30 (estreia T2). 

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