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Desabafos
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'Desabafos': estreia na sexta uma websérie com muito para dizer

Cinco lisboetas, isolados em casa, vão transformar a câmara num megafone e deixar-nos de frente com as suas preocupações diárias. A ideia, de André Murraças, chega à internet a 12 de Junho.

Por Tiago Neto
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Quando o dramaturgo e encenador André Murraças (Barba Rija) pensou em fazer uma série sobre cinco pessoas fechadas em casa por força de uma pandemia, não o imaginou como um retrato quotidiano de frustração. Pelo contrário. Desabafos é um trabalho guiado pelo humor, leve, uma imagem da cidade fechada que não é só sobre a quarentena mas também o é. É, ainda, sobre uma outra ideia, mais nacional do que universal: a de que todos nós refilamos.

"Queria brincar com esta coisa portuguesa de estar sempre a refilar. É olhar para o que nós somos. Não é uma série sobre Covid mas mostra que sempre tivemos problemas e que este bicho nos ajudou a ter mais consciência disso".

A série, que estreia esta sexta-feira, junta cinco actores, cada um com as suas indignações. Sandra (Ana Brígida), cujos desabafos vão sempre parar aos homens e aos seus defeitos; Rodrigo (Manuel Moreira), especialista da embirração, picuinhas; Mário (Miguel Costa), obcecado com a falta de educação; Elsa (Cláudia Jardim), mãe e blogger, aproveita o tempo entre as duas tarefas para desabafar; Carlos (João Villas-Boas) é o último: gay, solteiro, não compreende este novo mundo da tecnologia e dos encontros online.

A ideia, diz André, foi-se desenvolvendo ao longo de algum tempo. Esteve para ser uma série, depois foi pensada para existir com o apoio de marcas e product placement. Acabou este ano por sair do papel, usando a internet como veículo. "Queria fazer algo com um modelo que pudesse fazer em casa mas que chegasse a muitas pessoas. Este veículo internet acabou por ser um modo de comunicação muito presente."

Estão, para já, cinco episódios planeados, lançados às sextas-feiras, às 08.00. A banda sonora ficou a cargo da dupla Fado Bicha, que mistura o fado e a modernidade lisboeta. A edição de vídeo contou com a Três Vinténs e a produção é de Mónica Talina. "É uma série levezinha, com humor diversificado. Uma distracção, é aproveitar um meio que existe há muito, e que pode ser uma porta com bastantes conteúdos e fruir este formato."

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