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Descom'FIMFA 2020
Melancolía del Turista, de Oligor e Microscopía (Espanha-México)

Descon’FIMFA traz à cidade um festival de marionetas renovado

O Festival Internacional de Marionetas e Formas Animadas convida-o a desconfinar a partir desta semana, numa edição especial, que se prepara para apresentar oito espectáculos em três espaços diferentes da cidade.

Por Raquel Dias da Silva
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O FIMFA estava preparado para celebrar duas décadas em Maio, mas 2020 tinha outros planos para o mundo. Sem vontade de cancelar a festa, o festival de marionetas apresenta-se agora renovado em Descon’FIMFA, uma edição especial de Verão, que se espera única e irrepetível. A programação, a decorrer entre 5 de Agosto e 5 de Setembro, promete cinco espectáculos portugueses e três estrangeiros, para ver no Castelo de São Jorge, no Teatro do Bairro e no Teatro Taborda.

“Nesta edição com um outro formato, o FIMFA apresenta-se a desconfinar, junto dos seus espectadores. É o resultado do desejo do encontro com o público, da partilha de universos extraordinários, de criadores que não conseguem parar de imaginar outros mundos. A vida fica lá fora por instantes”, escrevem em comunicado Luís Vieira e Rute Ribeiro, directores artísticos deste Descon’FIMFA, que se propõe a apresentar espectáculos que falam de “temas como o risco, o medo do futuro, a democracia, a memória, o amor e a morte, mas também de mundos ideais, de paisagens que alimentamos no nosso imaginário e de tentativas de aprender a viver de novo.”

O festival arranca já esta quarta-feira, 5 de Agosto, pelas 21.30, no Teatro do Bairro, com a estreia nacional de La Melancolía del Turista, uma criação de Jomi Oligar, dos Hermanos Oligor (Espanha), e Shaday Larios, da companhia Microscopía Teatro (México), sobre o conceito de paraíso, que se desenrola numa espécie de teatro-cinema em pequena escala. A mesma dupla apresenta também La Máquina de la Soledad (entre 12 e 15 de Agosto), um teatro de objectos documental, que tinha já sido apresentado no FIMFA Lx15 e que agora regressa a pedido do público.

Para o encerramento, os belgas Agnès Limbos, mestre do teatro de objectos, e Gregory Houben, trompetista, prepararam Ressacs, uma aventura trágico-cómica sobre a sociedade actual, onde os extremismos ganham protagonismo. Entre 2 e 5 de Setembro, poderá acompanhar um casal em crise, à deriva num pequeno barco em alto mar, que acabam por encalhar numa ilha, onde não há carros comprados a créditos, jardins franceses nem whisky às 18.00 e os recursos naturais não são explorados pelos seus habitantes.

Antes, como é natural, há muitas outras propostas para ver, desde O Triângulo Cor-de-Rosa, de André Murraças, que parte de objectos pessoais para abordar a discriminação dos judeus homossexuais nos campos de concentração nazis, até Uma Coisa Longínqua, uma estreia absoluta do Teatro de Ferro, com um grupo de objectos emancipados como protagonistas. Mas, atenção, as crianças não foram esquecidas e a programação dá-lhes uma atenção especial, com espectáculos como EntreMundos, da companhia PIA – Projectos de Intervenção Artística, que nos convida a redescobrir e relembrar as perspectivas, formas e dimensões da visão de uma criança.

A programação completa está disponível para consulta no site de A Tarumba, responsável pela produção do FIMFA, e os bilhetes já estão à venda na BOL e locais habituais. O preço varia entre os 8€ (preço único) e os 30€ (voucher válido para cinco espectáculos).

Em 2021, espera-se que o festival possa regressar no seu formato original, em Maio, numa edição que pretende recuperar as comemorações do 20.º aniversário, intitulada desde já FIMFA Lx20+1.

+ As peças de teatro para ver esta semana

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