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Borogodó
©Manuel Manso

Esta cafetaria brasileira no Príncipe Real tem borogodó

Por
Ines Garcia
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Não é restaurante mas sim uma cafetaria com comidas brasileiras. O Borogodó abriu no Príncipe Real para ser um complemento da livraria Travessa mas também viver por si aos finais da tarde, sempre com ritmo brasileiro.

“Não adianta ter a porra toda e não ter borogodó.” A frase está inscrita numa das paredes e é a maneira de Carolina Henke, dona de negócios como o Café na Fábrica ou a Brigadeirando, explicar a expressão brasileira que não tendo tradução literal, significará “uma coisa especial” ou “um charme”, o equivalente à francesa je ne sais quoi. O Borogodó abriu na porta ao lado da livraria Travessa, no Príncipe Real, e tem pequenos-almoços, almoços ligeiros e petiscos brasileiros e caipirinhas para o after-work.

Pão de queijo
Fotografia: Manuel Manso

“É a primeira vez que tiro a máscara e deixo descobrir que sou mesmo brasileira”, confessa, recordando que quando abriu o Café na Fábrica, na Lx Factory, preferia que não soubessem a sua nacionalidade. Foi agora desafiada pelo fundador da Casa Pau-Brasil a lançar-se nos salgados e não quis misturar marcas – aqui tem brigadeiros e bolos com cobertura de brigadeiro da Brigadeirando mas é uma marca inteiramente nova. Não pretende ser restaurante, até porque tem uma cozinha pequenina, mas sim uma cafetaria, primeiro de apoio à Travessa – “todas as Travessas no Brasil têm uma” –, com pequenos-almoços e opções que vão das sandes e croissants (a partir de 2€) ao açaí com fruta e granola (8€).

Pamonha
Fotografia: Manuel Manso

A oferta continua com as opções de almoço, onde encontrará caldo de feijão preto (2€) ou de cenoura (2€), tapiocas recheadas com queijo coalho (5,50€), com carne seca com requeijão (7,50€) ou a de goiabada com queijo fresco (6,50€), e os pratos mais compostos de escondidinho de carne seca (8,50€) ou de cogumelos (7,50€). Aqui poderá provar também pamonha, um petisco brasileiro muito comum nos estados do nordeste, feito com uma base de milho verde e servido na própria casca do milho numa versão salgada ou recheada com algo doce (5,50€). Isto sem falar no pão de queijo ou coxinhas (2€) sempre presentes na montra.

Biscoitos de polvilho e torresmos
Fotografia: Manuel Manso

“Tudo terá sempre algum produto brasileiro. Queremos fazer parte de um roteiro brasileiro que tem aparecido aqui no Príncipe Real”, reforça. Um dos fortes serão os finais de dia – às quintas, sextas e sábados haverá sempre música ao vivo e a ideia será apostar nos petiscos, ou “tira gostos do boteco” e nas caipirinhas. Há dadinhos de tapioca com geleia picante (3,50€), torresmos (3,50€) ou biscoito polvilho (3,50€) para acompanhar as quatro versões de caipirinhas (tradicional, de Minas, do Rio e da Bahia, entre os 7€ e os 7,50€) e os cocktails de autor, apresentados do mais amargo ao mais frutado e refrescante. 

O melhor mesmo é pegar numa das caipirinhas, tirar o pé do chão e ir até à máquina de pinball vintage ali ao lado – não é boa só para fotografias, funciona mesmo e por 1€ tem direito a umas quantas bolas para reviver tempos de outrora. 

Rua da Escola Politécnica, 42 (Príncipe Real). Dom-Qua 10.00-22.00, Qui-Sáb 10.00-01.00.

+ Os melhores sítios para comer comida brasileira em Lisboa

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