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Fábrica Braço de Prata abre portas à cultura cigana para uma noite de concertos

música cigana
Fotografia: Eva Herreros Ortiz/ Diego El Gavi Facebook Diego El Gavi

O Nomad Fest, inteiramente dedicado à cultura cigana, propõe uma noite repleta de sabores e música nómada já este sábado, na Fábrica Braço de Prata. Os artistas Rajasthan Boys, Diego El Gavi e Miss Manouche fazem parte do alinhamento.

É uma festa nómada, onde a banda sonora se constrói a partir da junção de várias culturas musicais ciganas, e está marcada para este sábado, 14 de Dezembro, na Fábrica Braço de Prata. No palco, espera-se uma constelação de oito bandas e artistas. À mesa, sabores da gastronomia cigana, para conseguir dançar até às 4.00 da manhã do dia seguinte.

Está preparado para oito horas de programação musical? O reportório dos Rajasthan Boys, que integram a mais famosa comunidade de música tradicional do Rajastão, inclui os vocais ornamentados, acompanhadas de “sindhi sarangi” e da clássica tabla Hindustani (do norte da Índia).

Já Diego El Gavi juntou os elementos típicos do estilo flamenco com o jazz e a música latina. Mas o artista não estará sozinho. Nos concertos em nome próprio, costuma estar muito bem acompanhado por Paulo Croft (guitarra flamenca), Victor Zamora (piano), Léo Espinosa (baixo eléctrico) e Marcelo Araújo (bateria e cajon). E há mais: Diego El Gavi e Paulo Croft vão voltar a subir a palco como parte dos Flamen4tet, com o trompetista Ricardo Pinto e os bailarinos Sofia Abraços e João Pereira, para provar que o flamenco não pertence apenas à Andaluzia.

Seguem-se Noninho & Pam Pam, DJ Johnny, SelectaTupimambo, Caesar Barbosa e Miss Manouche, um quarteto dedicado ao ritmo swing dos anos 1920/30, ao jazz manouche e à incontornável figura de Django Reinhardt, que ajudou a criar o estilo gypsy jazz.

“Será desta forma que a cultura nómada se aproximará dos 'operários' da Fábrica Braço de Prata, mais uma vez pioneira num festival cuja ideia é não apenas a inclusão, mas a real valorização de uma cultura rica e vasta”, lê-se numa nota da organização.

Quanto à gastronomia prometida, a ementa inclui goulash húngaro (disponível também em versão vegetariana) e alwar kalakand (um bolo feito com açúcar, leite e açafrão) para sobremesa. Por isso, o melhor é aparecer para jantar e ficar para os concertos. O preço dos bilhetes, à venda no site da Fábrica Braço de Prata, varia entre os 10€ (acesso a todos os concertos) e os 16€ (jantar e concertos).

Fábrica Braço de Prata. Sáb 20.00-04.00. 10-16€.

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