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Fast food vegan? Bem-vindos ao Vegan Junkies

Vegan Junkies
©Manuel Manso

"Salad Days Are Gone" não é só parte de uma letra de Mac DeMarco, é também o lema deste Vegan Junkies. O restaurante vegano que Mariana Cordeiro, Vinicius Alkmim e Samuel Carvalho abriram no número 28 da Luciano Cordeiro chega para nos comprovar que fast food e animal não precisam de fazer parte da mesma frase.

"Antes de abrir o restaurante trabalhava como chef de cozinha num hostel, foi onde conheci o Vinicius Alkmim e o Samuel Carvalho", começa por contar Mariana. "Nunca tinha sido chef, trabalhava no cinema Monumental, e só depois, quando saí é que fui para o hostel. Sempre adorei cozinhar e hoje arrependo-me de não ter formação em cozinha."

A formação passou pelas Artes do Espectáculo, na Faculdade de Letras de Lisboa, mas a oportunidade para mudar o rumo surgiu. "Mandei o meu currículo porque soube que o hostel estava à procura de chef. Fui, fiz um jantar de teste, eles gostaram e fiquei um ano e meio", continua. Por lá, em conjunto com Vinicius e Samuel, começou a desenvolver a ideia de abrir um restaurante. "Nós não somos vegan mas gosto muito de fazer comida vegetariana e vegan, dá-me muito prazer, é mais criativo. E surgiu esta ideia de fazer comida vegan mas junk food – hambúrgueres com molhos, com batatas fritas – porque há muito aquela ideia de que os vegans só comem saladas e só bebem chá. Não é verdade."

Fotografia: Manuel Manso

Ali, aliás, impera a cerveja. A A.M.O., artesanal, feita logo acima na Rua Bernardino Ribeiro, e a Surf Brewing (5€), o rótulo português que reverte parte dos lucros para a limpeza dos oceanos. Sobre o espaço e a zona para fazer do Vegan Junkies casa, Mariana começa por apontar a ideia inicial no Bairro Alto. "Tínhamos um espaço apalavrado, bastante mais pequeno, e este apareceu de repente. Gostámos da rua e queríamos fugir da Baixa, dos turistas em excesso, quisemos trazer um restaurante mais divertido para esta zona", criando sinergias com outros conceitos que os rodeiam.

Na carta, o objectivo sempre foi o uso exclusivo de produtos de origem vegetal, e isso colocou-lhes alguns desafios. "Queríamos fazer um hambúrguer que soubesse a carne sem ser carne. Demorámos muito tempo a desenvolver uma receita e acabámos por desistir da que tínhamos porque pensámos ‘isto é vegan, porque é que estamos a tentar fazer disto carne?’" Foi este o mote para uma outra ideia, "um hambúrguer que é mais neutro, feito à base de feijão, cogumelos. E trabalhamos muito à base de molhos: temos três maioneses fixas e um ketchup, tudo feito aqui. Trabalhamos muito com os toppings porque percebemos que isso é uma grande parte do sabor dos hambúrgueres. O objectivo é que seja extra saboroso para mostrar que o vegan não é aborrecido", explica.

 

O hambúrguer The notorious BIG, Juicy
Fotografia: Manuel Manso

 

Ao todo, foi quase um ano de experiências para conseguir a exactidão de sabor, sem descurar o objectivo: que tudo fosse vegan. Os produtos chegam-lhes frescos diariamente, das batatas ao pão. "Encontrámos um fornecedor que faz hambúrgueres em formato bolo do caco mas que depois acrescenta várias coisas como espinafres, beterraba, etc. Temos um de cebola roxa, de figo, depois um normal mas tipo bolo do caco", enumera. Para começar, entre as opções, há bbq not wings (5€), feitas de couve flor frita e com molho bbq picante caseiro a acompanhar. Seguem-se as loaded fries (5€), com maionese de chipotle caseira, guacamole, cebola frita e pico de gallo.

As referências ao hip-hop estão um pouco por toda a parte, da música do espaço ao menu. Mariana atribui a responsabilidade a Vinicius. "O Vini definiu os nomes dos hambúrgueres e queríamos ir buscar esse lado hip-hop, descontraído. Não queremos um sítio formal."

 

As bbq not wings, com couve flor frita e molho bbq caseiro
Fotografia: Manuel Manso

 

Nos hambúrgueres, o mathematics (7,50€) – um dos clássicos de Mos Def – faz-se de pão de batata doce, hambúrguer VJ, pico de gallo e pimentos vermelhos salteados. O nuthing but a J thang (7,50€) – variação do hit de Doctor Dre e Snoop Dogg –, de pão de figo, jaca desfiada, molho bbq, salada de couve e maionese, ou o the notorious BIG, juicy (8,99€), com pão de cebola roxa, hambúrguer VJ XL, cebola caramelizada, frita e maionese de siracha que é também hipótese. 

 

O cocktail reposado
Fotografia: Manuel Manso

 

Nos cocktails, Samuel Carvalho assume as rédeas. O reposado (7€) com tequila olmeca gold, cointreau, polpa de maracujá, espuma de baunilha e aquafaba, o sour (8€) com bourbon amargo e aquafaba ou o the dude's (7€) inspirado em The Big Lebowski, fazem a carta. Para terminar, a death by chocolate (4€) e a tarte de manteiga de amendoim this is peanuts (3,50€).

Rua Luciano Cordeiro, 28 (perto do Campo dos Mártires da Pátria). Ter-Sáb 12.00-15.00, 18.30-00.00. 

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