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Fechado há anos, o restaurante do Parque Eduardo VII é agora o Praia no Parque

praia no parque
Fotografia: Duarte Drago

Após anos de abandono, há nova vida naquele que foi outrora o restaurante Botequim do Rei – o espaço junto ao mítico lago do Parque Eduardo VII está de cara lavada e trouxe a praia para o centro da cidade. O Praia no Parque replica em Lisboa o mesmo conceito do projecto sazonal Praia na Villa, em Vilamoura, e faz a ponte entre o jantar e a noite sem ter de sair do restaurante.

Os pórticos em betão, que faziam parte da esplanada dos anos 50, mantiveram-se intactos e estão integrados na decoração do restaurante – agora há grandes vidraças que lhes dão continuidade e que deixam uma vista desafogada para o lago, mesmo ao lado. “Este restaurante é um híbrido. Ao almoço tem um ambiente mais de negócio, ao fim-de-semana é mais familiar, e à noite instala-se a festa aqui”, explica-nos Nuno Santana, um dos sócios do local. O Praia no Parque segue a mesma onda do de Vilamoura: de quinta a sábado, a noite começa mais cedo e quem vai ali jantar sabe que vai acabar a dançar e de copo na mão.

 

A zona de bar está no meio do restaurante e com lugares em redor de todo o balcão
Fotografia: Duarte Drago

 

À mesa, a conversa é outra. Para a cozinha trouxeram o chef Gualberto Silva, que tinha estado no Praia na Villa e já conhece os cantos à casa, e a chef Luisinha Fernandes. “Não nos quisemos definir como steakhouse aqui em Lisboa, há um equilíbrio maior na carta para poder agradar a todos”, refere Nuno. Primeiro tiveram o projecto Sea, Salt & Pepper, na Costa da Caparica, com uma carta mais virada para o que vem do mar, enquanto em Vilamoura as carnes são a prata da casa. Já no Parque Eduardo VII o menu tem o melhor dos dois mundos. O conceito de partilha também reina para estes lados, e para isso o chef aconselha os pratos de carne: no total são 13 cortes, desde o T-bone (39€) ao tomahawk (76€), passando pelo chuletón (53€), o rib-eye wagyu do Japão (160€) e até um churrasco da costela rubia gallega (37€) – uma opção difícil de encontrar noutros restaurantes em Lisboa. Será, portanto, normal que demore mais tempo nesta página. 

 

Ceviche de carapau
Fotografia: Duarte Drago

 

Durante os almoços saem mais os pratos de peixe – cinco no total – e saltam à vista o lombo de atum com pak choi (19€), o polvo assado com batata doce (23€) e a tachada de arroz cremoso de lavagante (95€), perfeito para dividir entre três ou quatro pessoas. Para quem prefere opções mais saudáveis (que também podem ser adaptadas para vegetarianos e vegan), há a poke bowl de atum ou salmão (20€/18€), risoto de cogumelos selvagens (17€) ou o nasi goreng com legumes e ovo (15€). 

As entradas também fazem jus à política de partilha com um carpaccio de novilho e parmesão (15€), ceviche de carapau (15€), lombo de atum com escabeche de uva (15€) ou a txistorra basca (13€), linguiça de origem basco-navarra feita com carne picada fresca de porco e vaca.

Termine com um pudim Abade de Priscos (6€) ou uma tatin de maçã (7€). Depois, levante-se e abane-se ao ritmo da noite na Praia, mesmo longe dela.

Alameda Cardeal Cerejeira (junto ao Pavilhão Carlos Lopes). Dom-Qua 12.00-00.00, Qui 12.00-02.00, Sex-Sáb 12.00-03.00. 96 884 2888.

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