Global icon-chevron-right Portugal icon-chevron-right Lisboa icon-chevron-right Festival Internacional de Marionetas ocupa dez palcos lisboetas em Maio
Notícias / Vida urbana

Festival Internacional de Marionetas ocupa dez palcos lisboetas em Maio

 Invisible Lands
©Pernilla Lindgren

O FIMFA – Festival Internacional de Marionetas e Formas Animadas regressa à cidade entre 9 e 26 de Maio em dez palcos diferentes com uma programação rica para todas as idades. Espectáculos de sala e de rua, workshops e filmes dão um novo fôlego à marioneta popular.

Ao longo de 18 dias, Lisboa transforma-se numa plataforma internacional do teatro de marionetas e formas animadas, com a apresentação de cerca de mais de 20 companhias. Castelo de São Jorge, Teatro São Luiz, Teatro Nacional D. Maria II, LU.CA, Museu de Lisboa – Palácio Pimenta, Teatro da Trindade, Teatro do Bairro, Teatro Taborda, Museu Nacional do Teatro e da Dança e Cinemateca Portuguesa são os palcos escolhidos para a 19.ª edição do festival.

“A marioneta é uma arte híbrida e sem fronteiras, que permite aos criadores desenvolver diversas linguagens, a partir das relações entre o corpo, o objecto e a imagem, com espectáculos em que a música, o teatro, a dança, as artes plásticas e a tecnologia se misturam”, lê-se em comunicado.

A sessão de abertura do festival acontece no Castelo São Jorge com a companhia Marionetas Gigantes de Moçambique e o espectáculo O Bazar e as suas… no dia 9 de Maio (19.00; dias 11, 12 e 12 16.00 e 18.00), que levam à rua um desfile de marionetas gigantes e percussão. Ainda no Castelo, no dia de arranque do FIMFA, o grupo espanhol Laitrum Teatre apresenta cinco obras de Shakespeare – como Hamlet ou Macbeth – em peças de oito minutos (18.00-21.00).

 

O Bazar e as suas...

 

O Teatro do Bairro recebe a companhia dinamarquesa Teatret Gruppe 38 com Hans Christian, You Must Be An Angel (dias 10 e 11 20.00; dia 12 18.00), um espectáculo-instalação leva as famílias numa viagem pelo universo de Hans Christian Andersen, com direito a um jantar teatral em sua honra. O grupo Plexus Polaire leva ao mesmo palco a peça Chambre Noire (dias 17 e 18 21.30; dia 19 19.00). É inspirado no romance The Faculty of Dreams, de Sara Stridsberg, e apresenta-se como um duo entre a marionetista Yngvild Aspeli e a percussionista Ane Marthe Sørlien Holen, com marionetas de tamanho humano e projecções de vídeo.

Saltando para o Teatro São Luiz, o maravilhoso mundo da marioneta animada continua. A companhia finlandesa de teatro visual Livsmedlet Theatre leva a palco Invisible Lands (dias 21, 22 e 24 19.00), que se mune da coreografia para criar um retrato sobre refugiados, tudo feito com pequenas personagens filmadas ao vivo com mini-câmaras. Integrado no FIMFA, mas a propósito dos 125 anos do teatro, marque na agenda a ópera A Filha do Tambor-Mor, de Jacques Offenbach, com direcção musical e de orquestra de Cesário Costa (dias 22 a 25 21.00; dia 26 17.30).

No D. Maria II o festival prossegue com Flight No. 745, uma reconstrução poética da companhia iraniana Poupee Theatre sobre a história de uma mulher que fugiu do seu país durante a guerra Irão-Iraque. A história é contada com maquetes e marionetas em miniatura, filmadas pelos manipuladores e projectadas ao vivo num ecrã (dias 24 e 26 21.30; dia 26 16.30).

 

Flight No. 745
©Nogol Taheri

 

O núcleo Palácio Pimenta do Museu de Lisboa também está na lista e recebe os ingleses Whaley Range All Stars com Ye Gods, que mostram uma cidade de cinco metros de diâmetro, uma instalação visual e sonora realista (dias 11 e 12 11.00 e 16.00).

E como o FIMFA também é para os miúdos, o LU.CA não ficou de fora. A programação inclui uma caravana estacionada à porta do teatro onde as famílias poderão ver Avion Paper, dos franceses La Méandre (dias 18, 19, 25 e 26), um cine-concerto com um músico-actor, instalações visuais e sonoras e personagens que fogem do ecrã. A saga continua com a inglesa Colette Sadler e o seu espectáculo We Are The Monsters (dia 18 16.30; dia 19 11.30 e 16.30), uma viagem através do mundo dos monstros, que ganham formas estranhas em palco – caem, rolam no chão e saltam.

A iniciativa tem produção da companhia A Tarumba - Teatro de Marionetas, com direcção artística de Luís Vieira e Rute Ribeiro.

+ Programas para o Dia Mundial do Teatro em Lisboa

Publicidade
Publicidade