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First Breath After Coma celebram a beleza de estar “Nu”

First Breath After Coma
©Hugo Domingues First Breath After Coma

Os músicos leirienses apresentam o novo álbum, Nu, no Estúdio da Time Out, num dos primeiros concertos do ano em Portugal, antes de se lançarem em mais uma digressão europeia com dezenas de datas entre Março e o final de Abril. 

Depois de um segundo disco que deu nas vistas, Drifter, e de quatro digressões europeias, os First Breath After Coma regressam com Nu, editado este mês, pela Omnichord Records. “Despimo-nos de máscaras, de preconceitos ou do medo de deitar cá para fora o que realmente sentimos, e despimos as músicas de artifícios”, diz-nos Roberto Caetano, o vocalista do colectivo português, com concerto marcado para esta quinta-feira, no Estúdio Time Out.

Foi há largos meses que os músicos leirienses se mudaram para o campo, para uma habitação recuperada perto de Leiria, onde nasceu este novo álbum, o terceiro de originais que é também um filme. “Foi uma decisão que tomámos desde o início, criar um álbum que fizesse sentido como um todo, imagem e som”, explica Roberto. “É o álbum mais íntimo e pessoal que fizemos até hoje.”

Para além das letras, foram ainda responsáveis pela peça imagética, enquanto Casota Collective, produtora audiovisual voltada para bandas, que já “é a banda” e tem arrecadado prémios e menções. “Criar o storyboard para o filme aconteceu ao mesmo tempo que escrevíamos as músicas.” Filmaram curtas – para cada um dos oito temas – e construíram a história num alinhamento narrativo de sabor “agridoce”, com o performer Rui Paixão como personagem principal. “A vida é mesmo assim. Se é uma representação do que é ser humano, vamos sempre passar por esses altos e baixos, tentámos pôr isso no álbum.”

Ao todo, Nu tem a duração de uma série televisiva, cerca de 40 minutos, e tanto nos fala de fragilidade como de paixões intensas, sentimentos que costumam andar entrelaçados. “[Foi como montar] um puzzle”, confessa. “Tínhamos liberdade para tocar à hora que nos apetecesse, nem sequer precisávamos de combinar uma hora fixa para lá estarmos os cinco. Muitas das músicas surgiram de um projecto muito mais pessoal do que os anteriores.”

Anunciadas as datas dos próximos concertos, quatro em Portugal, mais de duas dezenas lá fora, esperam não ter de se “vestir”. Estes são os novos First Breath After Coma, com “um álbum mais orgânico”, que inclui “ruídos inesperados e sons que não eram para lá estar”. “Há azares felizes. Percebemos que podemos usar como está.”

Apesar de já ser o terceiro ano a fazer tours lá fora, ainda se emocionam com os momentos pós-concerto. “Já nos aconteceu quererem comprar vinis, apesar de não terem um leitor, porque queriam levar uma recordação e achavam os vinis bonitos.” É esse o género de calor que esperam receber, sobretudo quando se arriscam sem agasalhos.

Estúdio Time Out. Qui 21.30, 10€

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