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Bataria da Parede
©Câmara Municipal de CascaisBataria da Parede

Fortificação militar em Cascais vai ser convertida em museu e parque verde temático

A Bataria da Parede, um antigo posto de defesa abandonado em Cascais, vai ser, finalmente, transformada num parque verde com direito a um museu subterrâneo.

Escrito por
Renata Lima Lobo
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Cascais ainda tem canhões com a mira apontada ao mar, mas nos dias que correm apenas servem de tela para pichagens a várias cores. À mercê do vandalismo, a conhecida Bataria da Parede, uma fortificação desactivada em 1998, vai ser transformada num parque verde e pólo museológico militar.

A história não é nova, mas há um novo capítulo a ser escrito desde 16 de Setembro, dia em que a Câmara Municipal de Cascais e o Ministério da Defesa Nacional assinaram um documento chamado Auto de Entrega da “Bataria da Parede e Ramal de Serventia”, que cede o espaço do ministério ao município por um período de 50 anos e pela módica quantia de 18 900 euros. A este valor soma-se o investimento da autarquia no parque urbano que aqui quer construir, pelo menos desde 2014: cerca de 3,3 milhões de euros.

Segundo a Câmara Municipal de Cascais, numa notícia publicada na revista municipal, “não houve tempo a perder e a limpeza dos terrenos já começou”. Ou seja, está em marcha a primeira fase deste projecto, à qual se seguirá uma segunda fase ligada à musealização, em parceria com o Exército Português, para a criação de um “núcleo histórico e museológico muito importante”, mais concretamente o Museu Militar de Artilharia de Costa, nome avançado em Julho do ano passado. A terceira e última fase será a criação de um parque urbano “com diversas valências”.

“É uma vitória da paciência, da persistência, diria até mesmo, da teimosia, porque há muitos anos que andamos a tratar deste processo. Estamos a falar de décadas, mas agora chegámos a bom porto e começámos de imediato já a intervenção”, afirmou Carlos Carreiras, presidente da Câmara Municipal de Cascais, citado pela publicação. A paciência que o autarca destacou tem cerca de oito anos, já que em 2014 foi assinado neste local um acordo de princípios para a criação do Museu de Artilharia de Costa, celebrado entre o Exército e a Câmara Municipal de Cascais.

Nessa ocasião, a Secretária de Estado Adjunta e da Defesa Nacional, Berta Cabral, considerou uma “preocupação deste Governo encontrar alternativas válidas para o património que o redimensionamento das Forças Armadas tornou excedentário ou que a evolução dos tempos se encarregou de colocar no rol das existências obsoletas”. O que recorda a extinção, em 1998, do antigo Regimento de Artilharia de Costa (RAC), uma unidade militar constituída por sete infraestruturas principais para defesa da zona costeira entre Lisboa e Setúbal, algumas esquecidas, outras recuperadas para outros fins: Alcabideche e Parede (Cascais), Lage (Oeiras), Forte do Bom Sucesso (Belém), Trafaria (Raposeira), Raposa (Fonte da Telha), Outão (Serra da Arrábida) e Albarquel (Setúbal).

Voltando à Parede, a fase seguinte é abrir um parque verde urbano à população. Ao mesmo tempo, as estruturas serão recuperadas para a instalação de um pólo museológico subterrâneo dedicado à Artilharia de Costa e à Fortificação Marítima na história de Portugal. À superfície, e numa área de cinco hectares, será criado um parque verde temático onde os visitantes poderão ver de perto as peças de artilharia ali abandonadas, além de usufruírem de equipamentos como uma cafetaria panorâmica, um anfiteatro ou um circuito de recreio que evocará o antigo circuito de treino militar.

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