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Gabriel Granados e o caminho para a “a paz total” em exposição

Até dia 20 de Novembro pode ver no hotel The Oitavos, em Cascais, as pinturas do artista espanhol.

Escrito por
Sara Sanz Pinto
Gabriel Granados, quadro, pintura
© Sara Sanz PintoGabriel Granados
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Gabriel Granados, nascido em 1967, em Jerez de la Frontera, no sul de Espanha, é um pintor e ilustrador autodidacta, com um longo currículo como skipper de barcos e passeios pelo Atlântico. A maioria do seu trabalho, exposto desde sábado no hotel The Oitavos, em Cascais, remonta a 2007, um período boémio e hedonista à beira-mar. Até que durante uma viagem de carro pela Europa, uma paragem em Medjugorje, pequena cidade da Bósnia e Herzegovina, deu a Gabriel uma segunda vida e, pela primeira vez, a sensação de “paz total”.

“De repente, tomei consciência de que era verdade, de que Jesus estava vivo, ali. Imagina ter essa sensação? Foi uma autêntica revelação e a primeira coisa que fiz foi ir ao confessionário”, recorda, rindo-se. A epifania que aí aconteceu obrigou Gabriel a fazer-se a seguinte pergunta: como colocar o talento que lhe foi dado por Deus a Seu serviço e ao das outras pessoas?

Madre Teresa de Calcutá, Gabriel Granados
© Sara Sanz Pinto

“A arte que eu pintava antes era como eu era antes. Era uma arte que fluía sem direcção, de uma forma muito potente e através das sensações do mundo. Alimentava-me da cor, ou seja, entrava nuns estados anímicos, diferentes, como se tivesse tomado alguma coisa”, explica Gabriel. “Agora os meus quadros são meditados, com outra maturidade. Dedico-me mais ao que é a beleza, o ofício em si, e a uma sensação, que eu recupero quando os pinto, de paz. E emociono-me profundamente. Suponho que seja a evolução de toda a vida — e o interessante de tudo isto é que aconteceu um momento de cisão, estancamento, evolução e agora nascimento”, conclui.

Expressivas pinturas em acrílico sobre tela, com a predominância de cores garridas, e que nos remetem para o fauvismo e cubismo, é o que pode ver nesta exposição patente ao público até dia 20 de Novembro. Um caminho por prazeres terrenos mas que, após a cisão estética e temática resultante da sua viagem, acaba num retrato de Madre Teresa de Calcutá, como que uma pista em jeito de resposta para a pergunta acima.

The Oitavos. Rua de Oitavos (Cascais). Entrada livre.

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