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Governo denuncia protocolo com Joe Berardo e avança para a aquisição da Colecção Ellipse

A partir de 2023, o Centro Cultural de Belém vai voltar assumir o controlo do espaço onde ainda funciona o Museu Berardo. E a Colecção Berardo vai continuar lá. Por agora.

Escrito por
Luís Filipe Rodrigues
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Adeus, Museu Berardo. O Governo denunciou o protocolo assinado entre o Estado e o empresário e coleccionador de arte Joe Berardo, que se renovaria no final deste ano. O anúncio foi feito pelo ministro da Cultura, Pedro Adão e Silva, na quinta-feira à tarde, durante uma conferência de imprensa no Centro Cultural de Belém, onde revelou ainda que o Estado vai avançar para a aquisição da Colecção Ellipse. Esta é uma das três colecções de arte ligadas ao extinto Banco Privado Português (BPP) de João Rendeiro.

A partir de 1 de Janeiro de 2023, o Centro Cultural de Belém volta assim a assumir o controlo do centro de exposições do Museu Berardo. Após essa data, e até ser tomada uma decisão judicial, a Colecção Berardo vai continuar no centro de exposições. A prioridade do Governo, segundo o ministro, é conservar na esfera pública esta colecção de arte moderna, embora isso dependa dos tribunais, dado que a Colecção Berardo está arrestada desde 2019 na sequência de um processo judicial em que o empresário está envolvido devido a uma dívida de quase mil milhões de euros a três bancos – CGD, BCP e Novo Banco. O Estado serve neste momento como fiel depositário das obras de arte e está obrigado a exibi-las.

O Museu Berardo foi criado em 2006, após a assinatura de um protocolo para a criação da Fundação de Arte Moderna e Contemporânea Colecção Berardo, protocolo esse que foi renovado em 2016. Agora, o Governo tinha até 30 de Junho para denunciar o contrato com Joe Berardo e evitar que ele se renovasse automaticamente.

Com o regresso do centro de exposições à alçada do CCB, está desde logo previsto o alargamento do âmbito deste espaço museológico. É também aqui que ficará a Colecção Ellipse, uma importante colecção de arte contemporânea cuja aquisição se encontra a ser negociada com a comissão liquidatária do BPP, de que o Estado é credor. O Ministério da Cultura aguarda apenas uma actualização do valor da avaliação, antes de tomar a decisão final. Avançando, a Ellipse será exibida juntamente com a Colecção Berardo e parte da Colecção de Arte Contemporânea do Estado.

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