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The Hare and the Tortoise, cowork
Manuel Manso

Há um cowork na Estrela com aulas de yoga para todos

Por
Francisca Dias Real
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A famosa fábula de Esopo A Lebre e a Tartaruga assumiu novas formas – a de um cowork. The Hare and the Tortoise abriu na Estrela como um espaço de cowork multifunções com mesas partilhadas, salas privadas, um auditório para eventos e aulas de yoga para todos. 

Não é sítio que passe despercebido na zona – tem grandes janelões que desvendam toda a dinâmica de trabalho do piso térreo, não há segredos para ninguém, todos trabalham à vista de todos. Ana Levy sempre trabalhou como advogada e foi depois de começar por conta própria que decidiu não trabalhar em casa e partilhar mesa num cowork. “Percebi que os coworks são uma coisa que funciona bem porque são flexíveis a vários níveis. O meu gabinete tinha publicitários, o dono de uma empresa de tuk tuks, uma engenheira, éramos todos muito diferentes mas acabávamos a complementar-nos de alguma maneira”, explica a responsável pelo espaço.

Quando decidiu que estava na hora de criar um projecto próprio, Ana não teve grandes dúvidas sobre o que seria: um cowork. “Muita coisa mudou na organização dos métodos de trabalho, não há tanta rigidez, e os coworks são uma tendência crescente.” A localização, diz Ana, é uma vantagem, uma vez que não há coworks nas redondezas e a zona está bem servida de transportes. 

Manuel Manso

O nome não é por acaso: a analogia entre a fábula e o cowork relaciona-se com os diferentes ritmos de trabalho que podem coexistir num espaço de trabalho partilhado e, ainda assim, “serem mutuamente complementares”, refere Ana.  

No que toca às modalidades de trabalho, há fórmulas que dão para todos os gostos, carteiras e tipos de empresa – sejam trabalhadores solitários ou uma catrefada deles. A modalidade mais barata diz respeito a um lugar em hot desk, ou seja, escolhe-se um posto de trabalho mas este pode mudar todos os dias (220€/mês), sendo que há lugares destes tanto no piso térreo como no piso subterrâneo. 

Além destas, há dedicated desks, que são um posto fixo já com lugar para guardar os pertences (270€/mês), ou para quem quer privacidade existem três salas privadas com seis lugares (600€/piso 1; 450€/piso 0). Para quem precisa de uma secretária apenas por um dia há um passe diário a 25€. Há também uma sala de reunião que pode ser usada gratuitamente pelos membros até três horas por mês, sempre com necessidade de marcação – para quem precisar de mais umas horinhas o custo de aluguer começa nos 15€. 

No piso subterrâneo há um auditório que pode ser usado para apresentações de projectos de residentes, mas a ideia de Ana é alugar o espaço a gentes de fora que precisem de um local para fazer um evento ou dar um workshop. “Há muita gente que tem negócios próprios e não tem onde os desenvolver em iniciativas especiais, porque alugar espaços em Lisboa é muito caro. Por isso, quis criar essa possibilidade e acaba por ser uma vantagem para quem trabalha aqui também”, diz. 

Manuel Manso

Ainda no piso de baixo, há balneários e uma sala envidraçada para a prática de yoga – que veio por acréscimo. “Queria ter um sítio que fosse ao encontro da filosofia activity-based working, que é estar a trabalhar num sítio onde podemos fazer várias coisas”, conta. As aulas são abertas a todos, não apenas aos coworkers, e os horários vão sendo anunciados no Instagram do The Hare and the Tortoise. É possível adquirir apenas uma aula, ou em packs de cinco ou 10. 

O espaço tem um pequeno bar de apoio com café e fruta, e onde Ana quer promover alguns momentos de interacção entre coworkers com happy hours. 

Avenida Álvares Cabral, 63B. Preços sem IVA. 

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