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Há um podcast 'Para Lá do Arco-Íris'

Helder Bértolo está a entrevistar candidatos presidenciais no seu 'Para Lá do Arco-Íris', um podcast sobre temas LGBT que quer desmistificar preconceitos e que este mês ganhou um canal de YouTube.

Por Clara Silva
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Poucas vezes nos debates televisivos antes das eleições ouvimos candidatos responder a questões LGBT. Uma preocupação que Helder Bértolo está a ter nas últimas semanas no seu podcast. Para Lá do Arco-Íris começou em Setembro de 2019 e já vai a caminho do 50.º programa. Helder, também presidente da Opus-Diversidades, a antiga Opus-Gay, conduz desde o mês passado as entrevistas a solo (antes era acompanhado por António Serzedelo, na Rádio Movimento, que aliás o desafiou para o programa) e lançou um canal no YouTube para que a iniciativa chegue a mais gente.

Em vésperas de presidenciais, entrevistou Ana Gomes e João Ferreira. Deverá entrevistar em breve Marisa Matias e está à espera de uma resposta de Marcelo Rebelo de Sousa, que ainda não tinha apresentado a sua candidatura quando os convites foram feitos. As entrevistas, ao longo de duas horas, são quase sempre transmitidas em directo no Facebook e agora também no YouTube aos sábados, das 20.00 às 22.00.

"Quando se fala de uma pessoa trans, ou de uma pessoa intersexo, as pessoas constroem estereótipos, preconceitos de que são umas aberrações ou uns freaks", diz. "Quando estão a ver a pessoa cara a cara, isso começa-se a desmistificar", conta. Aliás, a transmissão em vídeo é uma das suas maiores preocupações, mais do que chegar a plataformas como o Spotify.

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O programa quer abordar todos os temas e todas as letras da sigla LGBT, de uma maneira que tem suscitado o interesse mesmo de quem está fora da comunidade. "Começamos a receber muitos comentários de pessoas que não eram LGBT+ mas que achavam que [o programa] era útil porque agora conseguiram perceber como é que se processavam algumas coisas [por exemplo a mudança de sexo]."

Entre os temas debatidos desde o primeiro episódio está o envelhecimento de pessoas LGBT, o sentido das marchas do orgulho, a sida, a transsexualidade, a homossexualidade e o Estado Novo, drag queens, o suicídio, novas bandas como os Fado Bicha, o desporto inclusivo e agora a agenda LGBT dos candidatos presidenciais. "Normalmente nem nos tempos de antena nem nos debates e nas campanhas estes temas são abordados", explica. "São abordadas mais questões sobre a economia, quase como se fossem candidatos a primeiro-ministro. (...) Foi importante terem aceitado e estarem a falar num programa LGBT. Não sei se já tinha acontecido, mas acho que não."

Na entrevista com Ana Gomes, com duas horas e 20 minutos, Helder ficou a saber, por exemplo, que a candidata independente decidiu fazer parte do Intergrupo LGBTI do Parlamento Europeu devido ao assassinato de Gisberta. Também a forma como "o João Ferreira responde a alguma ortodoxia do PC demonstra uma forma de actualização e de querer avançar – e isso é importante", continua o autor do podcast. "Mostra que as questões LGBT não estão à margem e que são vistas como direitos humanos, que fazem parte das suas preocupações e que estão informados.

Sábados, 20.00-22.00, no Facebook e no canal do YouTube de 'Para Lá do Arco-Íris'.

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