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'I'm Dying Up Here' faz comédia da dor e estreia terça-feira

Por
Luis Filipe Rodrigues
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I’m Dying Up Here retrata e ficciona a cena da comédia em Los Angeles na década de 70. A segunda temporada estreia-se esta terça-feira, no TVSéries.

A dor e a comédia andam de mãos dadas em I’m Dying Up Here. Criada por David Flebotte, com produção executiva de Jim Carrey (entre outros nomes menos conhecidos), a série é muito levemente baseada, ou pelo menos inspirada, no livro I’m Dying Up Here: Heartbreak and High Times in Stand-Up Comedy’s Golden Era, de William Knoedelseder.

As piadas sucedem-se e boa parte da acção decorre em clubes de comédia, com destaque para o Goldie’s, um espaço central na primeira temporada, que foi inspirado no The Comedy Store, uma instituição californiana cuja dona, Mitzi Shore, serviu também de inspiração para Goldie, a personagem de Melissa Leo. No entanto, I’m Dying Up Here é uma série dramática e tem mais pontos de contacto com Vinyl, da HBO, do que com qualquer sitcom ou comédia.

Os humoristas, que partilham alguns traços em comum com as figuras reais do livro de William Knoedelseder, lidam com stress pós-traumático e problemas com droga (bendita cocaína), sentem na pele o peso do racismo e da misoginia, do capitalismo. E o texto da série dá a entender que são esses demónios que os inspiram ou, no mínimo, que desempenham um papel fulcral na sua comédia. É daí que vem muito do drama.

A julgar pelo primeiro capítulo da segunda temporada, a fama vai ser outra fonte de tensão. O grosso do episódio gira em torno de personagens que têm de lidar com uma maior notoriedade e da forma como isso os afecta. Quer sejam três comediantes em digressão pela América depois de terem aparecido no The Tonight Show,  Ron Shack (Clark Duke) a comprar uma mansão e a esbanjar dinheiro depois de se juntar ao elenco de um programa televisivo, ou Cassie (Ari Graynor), cujo especial de comédia está prestes a estrear na televisão.

O tom também parece ter mudado um pouco, bem como o escopo da narrativa, que se alargou. Mas, no geral, estamos perante a mesma série e a lidar com as mesmas questões. A tentar encontrar a comédia na dor e no trauma.

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