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Imersos na natureza: uma noite no primeiro cinco estrelas da Ericeira

Inspirar, expirar. Neste hotel, as horas parecem passar mais devagar, não fosse o slow living (além da sustentabilidade) um dos pilares do Immerso.

Escrito por
Teresa David
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Chegamos em menos de nada. É o tempo suficiente para esquecermos o caos da capital e nos deixarmos levar pelo silêncio, aquela tranquilidade que só é possível quando mergulhamos na natureza. Estamos no Immerso, o primeiro cinco estrelas da Ericeira, completamente camuflado pelo verde do vale onde está plantado e pelo horizonte azul do Atlântico, uma cortesia da praia de São Lourenço. Aqui, as horas parece que passam mais devagar, não fosse o slow living um dos pilares deste refúgio natural, a par da sustentabilidade. 

“Já andávamos com a ideia de construir um hotel. Inicialmente não sabíamos onde, mas depois um sobrinho nosso, que é surfista, sugeriu-nos a Ericeira. Tivemos aqui uma espécie de epifania de que a Ericeira pode ser a nova Biarritz” – um destino de surf que passou a ser destino de luxo –, revela Pedro Lopes, que detém o Immerso com a mulher, Alexandra Almeida d’Eça. “Queríamos abrir um hotel cinco estrelas, mas que não fosse muito formal. Pretendíamos um hotel descontraído, no campo e junto à praia, mas não de praia, para gente urbana que gosta de sair da cidade, e com muitas preocupações com a sustentabilidade”.  

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Neste ambiente luxuoso, mas  informal, somos convidados pelo entorno a abraçar o dolce far niente, mas nem por isso nos falta entretenimento. O projecto de arquitectura de Tiago Silva Dias, com uma edificação de quatro blocos que se distribuem pelas elevações do vale e que se confundem com o cenário, contempla uma piscina rodeada de espreguiçadeiras e de um bar; um deck para a prática de yoga e outras actividades ao ar livre; e um anel onde se encaixa o pôr-do-sol – mesmo a pedir fotografias e pedidos de casamento –, construído pelo Los Pepes Studio. No interior, o spa tem sauna, banho turco, banho sensorial e três salas de massagem, e há ainda um ginásio e uma loja. 

A harmonia da paisagem condiz com a estética dentro de portas. A base é neutra, e em tons de areia, e a compô-la estão elementos decorativos de artesãos portugueses, a maioria feitos de materiais naturais. A curadoria é de Alexandra, com a ajuda da designer Bárbara Neto, da LemonVariance. Seja no lobby, nos corredores ou nos quartos, damos de caras com peças de arte como  os tapetes artesanais feitos a partir de desperdícios de lã e algodão orgânicos da SUGO CORK RUGS, de Susana Godinho, ou a mandala Palmas Douradas, de Maria João Gomes. Os 37 quartos da artesã Iva Viana – dois deles suites – têm diferentes tipologias, mas todos estão em contacto directo com a natureza (280€-600€). 

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À mesa, o Emme e o Emme Fogo, ambos com consultoria do estrelado chef Alexandre Silva e dedicados à cozinha atlântica, prometem dar conta do recado, com a ajuda da horta biológica que os abastece. O Emme Fogo abre em breve, na parte de fora, numa óptica de partilha e aproveitando técnicas mais ancestrais da cozinha de fogo; o Emme, mais sofisticado, já está de portas abertas a hóspedes e não hóspedes. O espaço desdobra-se entre uma sala interior e uma varanda, com Paulo Pedro (ex- Fortaleza do Guincho), a preparar o repasto desenhado por Alexandre Silva. As gambas da costa (16€), o taco de atum (14€) e o tártaro de novilho (16€) são algumas das opções que ditam o arranque.

Já entre os pratos principais, encontramos o polvo (45€, duas pessoas) ou a costeleta de vaca (56€, duas pessoas) – ambos no carvão. O pudim de ginja (8€) é um dos doces que encerram a refeição. A acompanhar tudo isto, uma grande selecção de vinhos, a maioria do Oeste, e cervejas artesanais criadas de raiz para os restaurantes em parceria com a Vadia. “A cozinha do chef Alexandre Silva identifica-se com o nosso conceito. Ele tem sempre muitas preocupações em fazer uma cozinha com produtos muito locais, de época”, diz Pedro. O peixe é sempre fresco, já que o chef visita a Lota de Peniche diariamente.  

E como é impossível fugir ao surf na região, o Immerso tem uma colaboração com Tiago Pires, surfista conhecido como Saca, para todos aqueles que quiserem saltar para cima da prancha. Um refúgio natural na crista da onda. 

Rua Bica da Figueira s/n, Santo Isidoro (Ericeira). 261 104 420. A partir de 280€ por noite

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