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Izcalli: comida mexicana autêntica (e ao balcão)

Por
Ines Garcia
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Se quisesse viver o México ao máximo e levar um sombrero para este restaurante, provavelmente não se poderia sentar com ele – nada contra, mas o Izcalli, uma antojeria típica mexicana em Alcântara, que serve pequenos pratos desta cozinha, é um restaurante pequenino, com sete lugares ao balcão e dois na esplanada.

Do lado de lá do balcão, bem à nossa frente, está Ivo Tavares, que estava a trabalhar em Taiwan quando o convidaram para ir para a Cidade do México abrir um restaurante com um conceito oyster & grill, e teve os primeiros contactos com esta cozinha. Quis ir aprender mais sobre as bases e técnicas. “A nossa visão da cozinha mexicana está muito deturpada. É muito tex-mex mal executado, de uma maneira geral. Mas está finalmente a mudar um pouco”, diz-nos, contando que começou em Oaxaca, no Sul do México, onde conheceu Paola, à frente deste projecto com ele, e depois andou pelos vários estados do país, das montanhas às praias, para entender todas as confecções e ingredientes. Depois de uma passagem por Londres, regressou a Lisboa para abrir o seu próprio restaurante onde faz tudo de raiz. “Partimos do milho e fazemos todo o processo [manual] de nixtamalização. Fazemos as nossas próprias tortilhas e secamo-las para as tostadas”, explica, reforçando que o objectivo é mesmo “uma cozinha mexicana bem feita. Não queremos atalhos.”

Tostadas de atum
Fotografia: Manuel Manso



O menu, neste momento de Verão e apenas com pratos frios, típicos das regiões costeiras, é muito simples: tem duas botanas, o guacamole com totopos (5,50€) e o sikil p’aak, uma preparação maia típica do estado de Yucatán que é um “género de hummus mas com sementes de abóbora” (4,50€); três tostadas, de atum (duas unidades/8,50€), de polvo (duas unidades/9,50€) e de salpicon de res, com carne (duas unidades/8,50€). Tem ainda dois aguachiles – um prato ao estilo de um ceviche mas que em vez do caldo de lima tem vegetais incorporados na sua composição e é mais fresco –, de camarão verde (11€) e de palmito (7,50€).

Aguachille de camarão verde
Fotografia: Manuel Manso



Há duas sobremesas, o buñuelo, um frito ao estilo do nosso português coscorão (4,50€), e o chamoy, que tem na base o condimento que lhe dá nome, agridoce, uma bola de sorvete de manga, ananás desidratado, coco fresco ralado e um pozinho de perlimpimpim, com sal, chili e lima desidratada, habitualmente na borda dos cocktails (4,50€).

Chamoy
Fotografia: Manuel Manso

Tudo isto, à excepção do gelado, é feito nos curtos metros quadrados do Izcalli no momento da refeição. “O cliente vai vendo o que vai comer a ser feito, sente-se mais especial e é uma experiência mais agradável”, diz Ivo, que também prepara, tudo com a ajuda de Paola, as margaritas (6,50€), os mizcalli, cocktails com mezcal (7€), e serve tequila e mezcal Siete Mistérios, de três tipos, todos com denominação de origem, em versão shot.

É obrigatório reservar e atente que o restaurante ainda está em soft-opening.

Rua de Alcântara, 13A (Alcântara). Ter-Qua 18.30-22.00, Qui 12.30-15.30/18.30-22.00, Sex e Sáb 12.30-15.30/18.30-23.00, Dom 13.00-16.00.

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