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Jaloo, um presente antecipado

Escrito por
Clara Silva
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O músico e produtor brasileiro estreia-se em Portugal com um concerto solidário no Musicbox. As receitas revertem na íntegra para a Abraço. Contamos-lhe quem é o paraense.

Esta parece ser a altura certa para a estreia de Jaloo em Portugal, num show solidário no Musicbox. A sua “música do it yourself colorida” tem inspirado “a juventude LGBTQ brasileira a viver sem medo”, num momento em que essa inspiração é mais necessária do que nunca. O concerto deste sábado é solidário e as receitas revertem na íntegra para a associação Abraço – uma semana depois, a 1 de Dezembro, assinala-se o Dia Mundial da Luta Contra a Sida.

O músico vem mostrar ft, disco que irá lançar no próximo ano, com colaborações de artistas com quem trabalhou ao longo dos últimos três anos, e que é o sucessor de #1, de 2015. O álbum de estreia, dizia o próprio à revista norte-americana Fader, no ano seguinte, revelava “uma visão muito ingénua sobre amor, sexo e relacionamentos”. “Muito pura e inocente, de certa forma. Tive tantas experiências desde então que acho que o meu próximo álbum será uma abordagem mais amadurecida e sábia dos mesmos temas.”

Vamos poder comprová-lo em Lisboa, mas a Fader contrapunha já na altura com o carácter inspirador da sua música (as citações que abrem este texto são desse artigo).

O músico cresceu em Castanhal, Pará, mas vive em São Paulo, onde tem inspirado uma nova geração com canções e clipes de visuais criativos e andróginos.

Foi com mashups saídos directamente do seu quarto que Jaloo começou a dar nas vistas na internet em 2010. Um deles, “Oblivion Loló”, uma mistura de “Oblivion” de Grimes e de “Onda Forte”, de MC Carol – “Bateu uma onda forte/ Tô vendo um macaco em cima do poste” –, até recebeu elogios da própria Grimes, que no Twitter a considerou “enchanting”.

As versões indie pop e tecnobrega foram dando popularidade ao paraense de 31 anos, que, na verdade, se chama Jaime Melo. Uma delas foi o single “Prostituto”, de 2012, em colaboração com a cantora funk Deize Tigrona e um sucesso no Youtube, com mais de meio milhão de visualizações. A primeira parte no Musicbox fica a cargo do duo electro-pop queer de Barcelona Monsieur Cactus (Alex Marteen e Alverd Gual-Cibeira).

Sábado, 22.30, no Musicbox (Cais do Sodré). 15€ (bilhetes à venda aqui)

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