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Jazz em Agosto regressa sob o signo de John Zorn

John Zorn
Photograph: Scott Irvine John Zorn

A programação do Jazz em Agosto foi divulgada e é tão recheada que justifica que entre 27 de Julho e 5 de Agosto se acampe nos jardins da Fundação Gulbenkian.

O Jazz em Agosto, o maior evento do jazz que tem lugar em Portugal e um dos mais importantes do mundo, escolheu centrar a sua programação deste ano no saxofonista nova-iorquino John Zorn, um criador tão prolífico e multifacetado que poderia pensar-se que o seu nome serve de fachada a uma vintena de músicos diferentes.

A presença de Zorn no Jazz em Agosto 2018, que decorre de 27 de Julho a 5 de Agosto na Fundação Gulbenkian, assume três formas: 1) presencial, 2) como compositor e orientador de projectos e 3) como centro de gravidade (nomeadamente na qualidade de mentor da editora Tzadik) de uma constelação de músicos nas vanguardas do jazz e do rock.

No primeiro caso vamos ter a estreia do trio Zorn/Moore/Graves (sex. 27), com o ex-guitarrista dos Sonic Youth Thurston Moore e o baterista Milford Graves, Zorn como organista em interacção com o laptop de Ikue Mori (dom. 29) e uma rara reunião do lendário quarteto Masada (sáb. 28), com Dave Douglas. 

[“Nee’man”, pelo quarteto Masada, ao vivo no Festival de Jazz de Newport, 2000]

 A fabulosa riqueza da série Book of Angels (32 discos de fusão jazz/klezmer), composta e orientada por Zorn, estará representada pelo Mary Halvorson Quartet (sáb. 28), pelo Marc Ribot Trio (seg. 30), pelo Brian Marsella Trio (sáb. 4) e pelos Secret Chiefs 3 (dom. 5). 

[“Parymel”, do álbum Buer, vol.31 do Book of Angels, pelo Brian Marsella Trio]

Bagatelles é uma nova série em que, tal como no Book of Angels, Zorn entrega as suas composições a outros músicos: serão interpretadas pelo Nova Quartet (seg. 30), pelo Kris Davis Quartet (qua. 1) e pelo trio Trigger (sáb. 4).

A craitividade efervescente de Zorn estará também representada pelas  composições para quarteto de guitarras eléctricas, com os Dither (sex. 3), e para duo de guitarra acústica, com Julian Lage & Gyan Riley (dom. 5).

Aos mais afoitos recomendam-se vivamente dois projectos que retomam a faceta mais espinhosa e ácida de Zorn: os Simulacrum (ter. 31) e os Insurrection (sex. 3), cuja sonoridade contém, entre uma miríade de influências, elementos de metal e de bandas sonoras para filmes de terror. 

 

[Os Simulacrum ao vivo no clube Johnny Brenda’s, Filadélfia, 2015]

O programa inclui ainda músicos da órbita de Zorn e da sua editora Tzadik: é o caso dos concertos a solo do flautista Robert Dick (qua. 1) e do pianista Craig Taborn (sáb. 4), do concerto do John Medeski Trio (qua. 1) e da estreia do Highsmith Trio (qui. 2), com Taborn, Mori e Jim Black.

Entre este programa internacional surgem, com toda a justiça, duas bandas portuguesas, The Rite of Trio (seg. 30) e Slow Is Possible (qui. 2), cuja inventividade pede meças ao melhor jazz que se faz em Nova Iorque, Paris ou Londres. 

[“Moonwatchers”, pelos Slow Is Possible, ao vivo no SeixalJazz 2017]

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