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Jessica Jones: já acabou?

Marvel's Jessica Jones
David Giesbrecht/Netflix

A terceira temporada de Jessica Jones é também a última tranche de novos episódios da Marvel na Netflix (olá, Disney). A série acabou e sentimos falta de uma despedida à altura.

É difícil não olhar para a terceira e última temporada de Jessica Jones como o fim de uma era na Netflix. Afinal, foi o serviço de streaming que inaugurou um novo tipo de séries para a Marvel – mais sombrias, mais adultas. Jessica Jones foi a segunda aposta, depois de O Demolidor, e trouxe não só uma protagonista feminina, como se tornou na primeira série Marvel a ter um casal gay representado – ainda o #MeToo não se fazia ouvir. Estávamos em 2015 e a Disney também ainda não tinha comprado a gigante dos comics. Foi por isso sem surpresa que nos últimos meses fomos ouvindo a Netflix anunciar os cancelamentos de O Punho de Ferro, Luke Cage, O Demolidor e O Justiceiro. E é por isso que a estreia dos novos episódios de Jessica Jones é agridoce.

A série continua igual a si mesma, mas não fecha este universo nem dá uma despedida digna aos heróis que também foram Os Defensores de Nova Iorque.

Ainda assim, se nos restringirmos a Jessica Jones (Krysten Ritter), a super-heroína não desilude, apesar de aparecer agora menos autodestrutiva e mais madura, preocupada com o mundo que a rodeia – e pensar que tudo começou com uma protagonista com superpoderes que era ao mesmo tempo uma vítima, uma sobrevivente num mundo não muito diferente daquele em que vivemos.

Os novos episódios passam-se um ano depois do trágico final da segunda temporada quando Trish Walker (Rachael Taylor) mata a mãe de Jessica Jones para pôr fim aos seus ataques de raiva incontroláveis e fatais. As duas amigas nunca estiveram tão distantes, com a diferença de que Trish, que sempre quis ser como Jessica Jones, agora tem realmente poderes.

Determinada a seguir os passos de Jones, Trish anseia defender o Bem, qual vigilante, mas não tem o traquejo que precisa. A obsessão por “fazer a coisa certa”, como repetiu quando matou a mãe da amiga, cegam-lhe o bom senso, aquele que sempre acusou Jones de não o ter.

Não é difícil adivinhar que, mesmo de costas voltadas, as duas vão acabar por se enturmar numa luta contra um mal maior – afinal, isto ainda é uma história de super-heróis da Marvel. O vilão agora é Gregory Sallinger (Jeremy Bobb, que vimos recentemente em Boneca Russa), um assassino em série completamente tresloucado e assustador com traços de Hannibal Lecter. Para ele, pessoas como Jessica Jones não passam de batoteiros que nada fizeram para merecer as suas capacidades. Sallinger está numa luta contra os heróis, acreditando que sabe como vencer cada um. Não é uma vingança tão pessoal como aquela de Killgrave (David Tennant), que nos agarrou na primeira temporada, mas é uma luta que nos consegue deixar de pêlos arrepiados.

Jessica Jones acaba assim como começou: negra, sombria e tensa.

Netflix.

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