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7 Poemas para um Mundo Novo
Fotografia: Mário Melo Costa

Largo do Intendente é palco para “7 Poemas para um Mundo Novo”

Poesia, natureza e música para pensar o futuro. O projecto de Fernando Mota, Violeta Mandillo e Mário Melo Costa estreia já em Outubro.

Por Raquel Dias da Silva
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A ideia surgiu antes da pandemia, mas foi ganhando novos contornos com ela. Quem o diz é o músico Fernando Mota, que se juntou à produtora Violeta Mandillo, ao realizador Mário Melo Costa e a vários autores portugueses para a criação de “7 Poemas para um Mundo Novo”, uma série de curtas-metragens sobre o que sonhamos ou tememos para o futuro que se avizinha. A estreia está marcada para 1 de Outubro, às 21.30, no Largo do Intendente.

“Sou músico, mas tenho feito sobretudo espectáculos multidisciplinares, com uma componente teatral e performática e um lado visual também, muitas vezes com projecções de imagens ou vídeo e a construção de instrumentos a partir de objectos naturais ou do quotidiano”, esclarece ao telefone Fernando Mota, que começou a delinear este projecto num dia em que andava a recolher carvalhos na Serra de Montemuro, em Viseu, para construir instrumentos-árvores. “Quando a pandemia nos assolou, a pesquisa que já estava a fazer e todas as preocupações relacionadas com a nossa relação com a natureza, não só de um ponto de vista ecológico, mas também ético ou filosófico até, assumiram uma outra proporção.”

Do convite a autores portugueses, para partilharem as suas reflexões sobre o período de quarentena e o que sonham ou temem para o “Mundo Novo”, nasceram textos inéditos de Andreia C. Faria, António Barahona, Joana Bértholo, José Luís Peixoto, Marcos Foz e Vasco Gato, a que se junta um poema de Mário Cesariny. Ao todo, são sete as histórias apresentadas, em voz off por seis actores e uma criança, nas curtas de Mário Melo Costa. Realizadas em diferentes espaços ao ar livre, incluem músicas de Fernando Mota, que toca vários instrumentos feitos de árvores ou outros materiais naturais, como a “Hárvore”, metade árvore, metade harpa, ou uma cítara criada a partir de um sobreiro caído num dos locais de gravação.

“São filmes curtos [entre três a cinco minutos] e estão organizados em sequência, por isso acabam, todos juntos, por ser uma espécie de média-metragem, unida pela temática do futuro e da natureza, tocada por mim em ambientes ao ar livre”, acrescenta Fernando Mota. “Por outro lado, e é o que dá nome ao projecto, há este desafio a autores portugueses, para pensarmos no que aí vem, no que conseguimos construir ou no mundo que estamos dispostos a criar depois disto, e no agora, sobre este pano de fundo do medo ou da liberdade.”

Antes da estreia desta série de curtas-metragens, Fernando Mota dará um “Concerto para uma Árvore”, no âmbito do Festival Lisboa Soa. Este evento está marcado já para este fim-de-semana, 26 e 27 de Setembro, às 11.00, no pátio da Galeria Monumental, no Campo dos Mártires da Pátria. “O projecto irá depois desembocar em Passagem Secreta, um novo solo, que irei estrear em 2021.”

Largo do Intendente. Quinta-feira, 1 de Outubro, 21.30. Entrada livre.

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