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Festival, Música, Instalação, Lisboa Soa
©DRLisboa Soa

Páre, escute e olhe: o Lisboa Soa começa quinta-feira

Durante quatro dias, vários espaços de Lisboa acolhem a 5ª edição do Lisboa Soa, que este ano também o desafia a medir a poluição do ar com passeios em bicicletas sonoras.

Por Renata Lima Lobo
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Debaixo do chapéu Lisboa Capital Verde Europeia, a 5.ª edição do festival experimental sonoro Lisboa Soa começa esta quinta-feira, 24 de Setembro, e é a maior de sempre. O evento que nos habitou a explorar sonoridades num espaço da cidade a cada edição, como a Tapada da Ajuda ou a Estufa Fria, assumiu um formato diferente, num reajuste à realidade actual que distribui o Lisboa Soa por vários espaços. Ou seja, a programação – dividida em instalações sonoras, performances, passeios sonoros – vai espalhar experiências auditivas entre o Panteão Nacional, Palácio Sinel de Cordes, Mercado de Santa Clara, Estufa Fria, Jardim do Torel, Garagem EPAL, Largo da Severa, Jardim do Goethe, Museu da Cidade - Palácio Pimenta, Pátio da Galeria Monumental, Reservatório da Patriarcal e Campo Mártires da Pátria. Haverá ainda programação dedicada ao online.

Environmental Bikes
Environmental Bikes©DR

Ao longo dos quatro dias pode visitar 11 instalações sonoras em vários locais da cidade, seis delas seleccionadas através de uma open call que saiu em apoio aos artistas sonoros portugueses ou a trabalhar em Portugal, durante a quarentena. Mas uma delas é mais do que uma instalação. É um laboratório que desafia os lisboetas a explorar a qualidade do ar na cidade em cima de uma bicicleta. Chamam-se Environmental Bikes, bicicletas sonoras criadas pela artista sonora inglesa Kaffe Matthews e pelo Bicrophonic Research Institute, em Berlim. No Campo Mártires da Pátria já pode explorar quatro exemplares que produzem som a partir da qualidade do ar da zona que o ciclista percorre. Até sexta-feira, entre as 14.00 e as 18.00, e durante o fim-de-semana entre as 11.00 e as 18.00, pode ir dar uma volta a bordo de uma bicicleta sonora e participar nesta investigação/instalação que lhe mostra os resultados da sua viagem. Tal como todos os eventos deste programa, e como medida de segurança, tudo é gratuito, mas pede inscrição através do email lisboasoa@gmail.com. Desta forma, evitam-se os infames ajuntamentos.

Os únicos eventos com hora marcada são as performances, ou melhor, um conjunto de 15 concertos preparados especialmente para locais como o Panteão, o Museu da Mãe d ́Água ou o Jardim do Goethe. Joana Sá e Luis J.Martins, Nuno Rebelo, Gabriel Ferrandini, Angélica Salvi e João Pais Filipe, Henrique Fernandes e Tiago ngelo, Diogo Alvim e Matildes Meireles, Vitor Joaquim ou Vitor Rua são alguns dos nomes do programa.

Para o fim-de-semana estão agendados dois passeios sonoros pela manhã, que exploram o ambiente junto ao rio Tejo. Primeiro sábado com “O que estão a ouvir, não é o que eu estou a ouvir”, do colectivo West Coast que compara o ambiente sonoro da cidade com os lugares ribeirinhos, parte do projecto de investigação Guarda-Rios; e domingo, com "Water Walk", parte da pesquisa de Margarida Mendes sobre literacia costeira e ecologia acústica.

O programa online, que decorre entre quinta-feira e sábado, inclui uma masterclass com a compositora Ellen Fullman, que vai tocar o seu Long String Instrument; um concerto imersivo com o artista sonoro Francisco López; um workshop de Deep Listening com Ximena Alarcon; e uma mostra de filmes de Mikhail Karikis, seguida de debate, em parceria com a galeria Tate Liverpool. Consulte a programação completa em www.lisboasoa.com.

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