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Tenho Medo do Medo
©DRTenho Medo do Medo, de Cátia Silva

Lisboa acolhe festival de cinema sobre saúde mental e direitos humanos

O novo MHRFF decorre entre 25 e 26 de Fevereiro. O objectivo é sensibilizar para os direitos das pessoas com transtornos mentais e combater o estigma associado.

Raquel Dias da Silva
Escrito por
Raquel Dias da Silva
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A primeira edição do MHRFF – Mental Health Rights Film Festival arranca esta sexta-feira, 25 de Fevereiro, no Fórum Lisboa. Com entrada livre, sem necessidade de inscrição prévia, o programa inclui a exibição de 21 curtas-metragens sobre saúde mental e o estigma associado às pessoas com diferentes transtornos, como esquizofrenia e autismo, que continuam a ser discriminadas e a ver os seus direitos humanos violados. Entre as obras seleccionadas, encontra-se desde a ficção portuguesa Tenho Medo do Medo, de Cátia Silva, até ao documentário Matt’s Story, de Paul Mailath, sobre a história verídica de Matt Caruana, um estudante de 14 anos que sofre de depressão e decide encontrar um novo propósito para a sua vida.

Este novo festival de cinema realiza-se no âmbito do MH Rights Project, uma iniciativa do Lisbon Institute of Global Mental Health (LIGMH), fundado em 2014 pela Nova Medical School, a Escola Nacional de Saúde Pública e a Fundação Calouste Gulbenkian. “O projecto MH Rights surgiu do reconhecimento da necessidade de sensibilizar a opinião pública para a importância que as questões de direitos humanos têm na área da saúde mental”, esclarece a gestora de projectos do LIGMH, Margarida Santos Dias. “Até há pouco tempo, a própria importância da saúde mental era muito subvalorizada. E a verdade é que, apesar dos progressos registados, muitas pessoas continuam a ser vítimas de estigma e a não ver muitos dos seus direitos básicos respeitados.”

O objectivo é, por um lado, chamar a atenção “de uma forma particularmente eficaz” para os direitos humanos das pessoas com perturbações mentais em Portugal; e, por outro, contribuir para o debate da problemática “num momento em que se discutem mudanças importantes neste campo”, inclusive com uma revisão da lei de saúde mental no nosso país, tal como já foi anunciado pelo SNS. Entre as 21 curtas-metragens a serem exibidas, encontram-se desde obras de ficção até documentários, com seis a 30 minutos de duração. A selecção foi feita no seguimento de um concurso internacional, que decorreu ao longo dos últimos meses e para o qual foram recebidas 173 submissões de várias partes do mundo. Hey, How Are You Doing?, de Prithesh Bhandary; Sound of The Lost Souls, de A. Haznedar and M. Özdoğan; Recovery, de Abbie Jackson and Alex Arnold; e Heart Swell, de Kimberly Bautista, são alguns dos títulos programados.

Além de uma sessão de abertura na sexta-feira, 25 de Fevereiro, na qual estará presente o psiquiatra Miguel Xavier, Coordenador Nacional das Políticas de Saúde Mental em Portugal, está ainda prevista uma Cerimónia de Entrega de Prémios no sábado, 26 de Fevereiro. Atribuído pelo júri do festival, composto por Joana Pontes, António Roma Torres, Graça Cardoso e Pedro Granger, o Jury Award será entregue com base na relevância e adequação do tema da curta-metragem ao âmbito do festival, na qualidade técnica, na originalidade e na criatividade. Há também um Audience Award, concedido com base na votação realizada pelo público durante os dois dias de festival.

Fórum Lisboa, Avenida de Roma 14. 25-26 Fev, Sex 16.00 e Sáb 15.30. Entrada livre. 

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