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Lisboa e Granada partilham o mesmo chão

diego alvarez
Fotografia: Inês Félix Diego Alvarez junto ao Monumento ao Calceteiro

Diego Alvarez quer geminar a calçada lisboeta com a da cidade espanhola de Granada.

A bandeira portuguesa tem as cores da bandeira de Granada, mas não foi por isso que Diego Alvarez fez questão de a segurar para a fotografia. A razão era simples e reforçava a mensagem: Diego queria dizer a todos que está em Lisboa, Portugal, e não em Granada, Espanha, para que não haja dúvidas. O equívoco não seria inusitado, uma vez que a calçada de Lisboa é idêntica à da cidade andaluza. Bem podiam ser irmãs.

 

Calçada em Granada
©Diego Alvarez

 

Diego é uma imparável força da natureza e as ideias não param de brotar na sua massa cinzenta. Grande parte está relacionada com a promoção das cidades através da geminação de elementos culturais e históricos que as unem, como é o caso da calçada portuguesa e da calçada granadina. Diego é argentino, mas em pequeno a família mudou-se para a cidade espanhola. Desde então já morou em nove países e formou-se nas mais diversas áreas.

Em Lisboa, encontra-se a tirar um mestrado no ISCTE em Estudos e Gestão da Cultura; também é guia turístico do Migrantour, da Renovar a Mouraria, e foi por cá que conheceu Ernesto de Matos, fotógrafo, guru da calçada portuguesa e autor de vários livros sobre o tema. Foi aí que Diego acrescentou à sua extensa lista mais um projecto: geminar as duas calçadas, uma proposta que já teve o aval positivo do município de Granada, faltando agora unir as pontas com os responsáveis alfacinhas. “A Câmara Municipal de Lisboa mandou-me falar com o António Prôa [deputado municipal do PSD] e ele concordou. Mas agora depende do Departamento de Cultura”, lamenta Diego, que ainda não obteve uma resposta positiva da autarquia. Recordamos que António Prôa é um dos mais acérrimos defensores da calçada portuguesa e foi um dos signatários do regresso do Monumento ao Calceteiro (na imagem) às ruas da cidade.

“É preciso valorizar o que temos. Há um mundo novo, digital, e há que usar as ferramentas para fazer a promoção do país”, defende Diego, que acredita ser esta a forma mais barata de o fazer.

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