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Lisboa Mistura. Dois dias para “desacelerar a vertigem do ruído visual”

Dobet Gnahoré, Criatura ou os irmãos Toy e Emanuel Matos actuam no Capitólio a 20 e 21 de Janeiro. Além de concertos, há debates e festa. A entrada é gratuita.

Raquel Dias da Silva
Jornalista, Time Out Lisboa
Dobet Gnahoré
© Jean GounDobet Gnahoré, cantora, bailarina e compositora da Costa do Marfim
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O Lisboa Mistura está marcado para os próximos dias 20 e 21 de Janeiro, no Capitólio. Depois de um adiamento provocado pela meteorologia, mantêm-se quase todas as atracções do programa já anunciadas. Vão ser dois dias de concertos, debates e festa.

“Queremos continuar a trabalhar para democratizar a cultura e para desacelerar a vertigem do ruído visual através de processos de escuta. E queremos acima de tudo dar palco às tradições e à inovação, sonora e do pensamento”, diz o fundador do festival, Carlos Martins, citado em comunicado.

No primeiro dia, a cabeça de cartaz é Dobet Gnahoré, cantora, bailarina e compositora da Costa do Marfim, vencedora de um Grammy para Melhor Performance Urbana/Alternativa em 2010. Em Lisboa, vai apresentar um espectáculo inspirado pelas suas raízes, marcado para às 22.30. No mesmo dia, actua ainda, pelas 21.00, Soweto Kinch. O músico britânico, conhecido por combinar hip hop e jazz, sobe ao palco para apresentar o seu último álbum The Black Peril, político e racialmente interventivo.

Antes dos concertos de dia 20, há debate sobre “Lisboetas e Visibilidade”, às 16.00, com Vítor Belanciano (jornalista e crítico), Paula Cardoso (fundadora do Afrolink), Marisa Rodrigues (jornalista da Bantumen). Às 19.30, a OPA – Oficina Portátil de Artes, representada pelos MCs John Do$, Ró Lk, Snails e Golden Nora, procurará potenciar novas formas de cruzamento entre pedagogia e criação artística através da música.

Já no segundo dia, 21, a festa começa pelas 17.00, com a apresentação de “grupos de diferentes geoculturalidades”, como Mbalango (Moçambique) e a sua mbira de fabrico próprio, um instrumento tradicional de Moçambique e Zimbabué; os irmãos Toy e Emanuel Matos (Portugal), que representam a cultura cigana; Amizade Linha de Sintra (Guiné-Bissau) e o som peculiar da tina, o seu instrumento típico composto por uma cabaça em água; Isha Artes (Índia), um grupo de kathak, dança clássica indiana; e Kaori Shiozawa – Grupo Tawoo (Japão), com os ritmos da percussão japonesa.

A partir das 19.30, o projecto Jazzopa, que junta jazz, spoken word e hip-hop, fica responsável por aquecer os ânimos. Segue-se, às 21.00, um concerto de Criatura, que levam a palco o seu segundo disco, Bem Bonda, lançado em 2021. Entre performances, conte ainda com DJ set de Tiago Pereira.

Capitólio. 20-21 Jan, Sáb 16.00, Dom 17.00. Entrada livre

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