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Longa vida ao Village

Village Underground
Roger Oliveira

O Village Underground celebra cinco anos no sábado com uma festa de entrada livre, com 18 horas de música e um novo acesso que promete trazer mais gente. Falámos com Mariana Duarte Silva, mentora do espaço.

Ao fim de cinco anos , o Village Underground conseguiu a proeza de mudar de morada sem sair do sítio. Depois de uma “longa luta”, diz Mariana Duarte Silva, o acesso ao espaço, que até agora se fazia pelo Museu da Carris, passou a ser independente, com uma nova porta na Avenida da Índia e lugar para carros (excepto em dias de eventos concorridos, como o do próximo sábado).

Foi um “grito do Ipiranga”, continua a co-fundadora e directora do Village. “Já lutei por ter uma passagem para o LX Factory mas não consegui, já lutei por ser mais fácil em termos de segurança da Carris as pessoas entrarem aqui, masnunca foi.” Agora, com a nova porta, a funcionar desde o fim de Abril, tudo vai mudar. Aliás, já mudou. “Já se nota mais gente”, confirma.

“Tornámo-nos independentes, apesar de continuarmos a pagar a renda à Carris”, explica Mariana. “Somos finalmente um espaço aberto, já não somos um segredo bem guardado.”

Em Maio de 2014, o Village Underground abria portas em Lisboa num terreno da Carris, uma réplica do espaço londrino com o mesmo nome e a mesma dinâmica cultural alternativa. Com 14 contentores e dois autocarros, um deles com um restaurante lá dentro, já se tornou uma referência na cidade e a festa de sábado promete ser imperdível.

As velas sopram-se com 18 horas de concertos, DJs, workshops, street art, e um ciclo de cinema, o Cine- Underground, com quatro filmes gratuitos: História da Música Electrónica em Portugal, de Eduardo Morais, A História do Rock na Margem Sul, de Rui Berton, João Tempera e Davide Pinheiro, o documentário sobre os20anos do Boom Festival, de Ivan Goite, e ainda o filme-concerto New Militia, dos Blasted Mechanism, realizado por Paulo Prazeres.

A festa é de entrada livre entre as 12.00e as 23.00, mas a partir dessa hora e até às 00.06, já dentro de portas, tem um custo de 10 euros (com uma bebida incluída). No alinhamento estão nomes como BLEID, Odete, CVLT bb Terzi, Chima Hiro, Felix da Cat, Funkamente bb O/B DJs e Sauvage.

“Vai continuar a ser uma luta diária”, diz Mariana Duarte Silva sobre o futuro. “Somos um projecto privado, sem fundos, e tudo o que fazemos aqui sai-nos do pêlo. Por vezes é complicado gerir a parte financeira.”

Sábado, 12.00-23.00, com entrada gratuita. 10€ das 23.00 às 06.00. Village Underground, Avenida da Índia, Edifício 23 (Alcântara).

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