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Lucien Blondel
Manuel Manso

Lucien Blondel: um ateliê floral em Campo de Ourique para arranjinhos e workshops

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Combinar o know-how de Londres com o savoir-faire francês: é esta a bandeira que Pascal Blondel carrega ao abrir as portas do seu ateliê floral. O novo espaço em Campo de Ourique é mais que uma florista – planeiam-se eventos, casamentos, compram-se jarros e vasos e aprende-se a fazer arranjos em workshops. 

Foi o avô Lucien, que inspirou e dá nome ao ateliê – Lucien Blondel –, que lhe transmitiu o bichinho das flores quando ainda era criança. A paixão floral continuou a correr-lhe nas veias até Pascal se especializar na McQueens, uma das floristas mais relevantes do Reino Unido, e foi por lá que continuou a trabalhar essa arte, sobretudo no universo dos casamentos e grandes eventos.  

Pascal saiu do Reino Unido, onde trabalhou e se especializou durante anos, cheio  de experiências, flores e ideias, mas cansado do caos constante. “Adoro Londres, mas começou a ser complicado lidar com o ritmo frenético de lá. Lisboa também é mexida, mas consegues ter uma calma incrível e teres tempo para respirar e pensar no que queres fazer”, diz. “Estou num bairro com mais floristas e continuo a achar que não é concorrência. Há mercado para todos, porque cada um de nós tem detalhes distintos – somos uma comunidade”.

O perfume da loja sente-se logo à entrada – é aí que estão todas as flores frescas. Estão divididas em dois expositores: as flores portuguesas e as holandesas. “Gosto muito das flores de Portugal, mas queria ter espécies que as complementassem e não fossem banais. Escolhi ter as holandesas que se vêem pouco por aí”, refere.

Manuel Manso

Junto a estes campos florais está a bancada principal, espaçosa e cheia de papéis para embrulhar os ramos que saírem dali. Pascal não tem nada feito e pronto a levar, faz questão de trabalhar na mesa à frente de quem entra e com as escolhas dos fregueses. “Gosto que eles vejam como eu crio os bouquets, porque as flores são muito pessoais, é como o perfume”, diz. “Faço muitas perguntas antes de começar a trabalhar nalgum arranjo”.  

Nas prateleiras altas logo em frente há jarrões e vasos para todos os gostos e carteiras, e algumas peças de porcelana delicada de marcas como a Le Cabinet de Porcelaine ou a Yumé. “Queria ter elementos de luxo que se conjugassem com as flores, que por si seguem um preço médio das floristas em Lisboa. É importante para mim dar um toque diferente e de surpresa a quem entra”, afirma. 

O chão ao longo dos 170 metros quadrados é em azulejo pintado com as famosas ondas da calçada da Praça do Rossio e “mais lisboeta não podia ser”, diz-nos Pascal. “Já entrou aqui muita gente que me perguntou se era o chão de Copacabana. Não, é mesmo o do Rossio, estamos em Lisboa e só faria sentido assim.”

Mais ao fundo da loja, está uma mesa comprida onde Pascal quer receber os aprendizes – os workshops são uma componente que o francês quis adicionar ao espaço, uma forma de o tornar ainda mais num ateliê que não só vende, mas faz acontecer. A ideia é começarem já em Março ou no início de Abril.

Manuel Manso

“Temos lugar para oito pessoas, mas não queria aumentar muito este número porque gosto de estar em cima das pessoas e conseguir dar-lhes a atenção que precisam”, diz. Mas o trabalho de Pascal não se fica pelos arranjos de quem entra e sai da loja – trabalha com grandes eventos e casamentos, e nesses casos recebe os clientes no lounge que fica ao lado da zona de workshops. 

Também há entregas ao domicílio, que são feitas aos sábados e por marcação – o primeiro bouquet é oferta, sendo que depois passa a 5,50€ a entrega em Lisboa e 15€ nas zonas de Cascais e Estoril. 

Rua da Arrábida, 66 (Campo de Ourique). Seg-Sex 09.00-12.30/14.30-18.30.

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