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Meat Me: do franguinho ao chuletón de topo, este é o novo restaurante de carnes do Chiado

Meat Me
©Inês Félix A sala de refeições do Meat Me

O muito ansiado novo projecto do grupo Sea Me dedicado ao mundo da carne abriu finalmente as portas no Chiado, entre o Teatro São Luiz e o São Carlos. O nome é um convite: Meat Me.

Este restaurante não é um one man show, ainda que a carne seja o elemento condutor do espectáculo – há várias personagens principais no novo Meat Me, no Chiado. Vamos às primeiras apresentações, depois a outros detalhes e protagonistas. Começamos pelo chef, Tomás Pires, discípulo de Aimé Barroyer (mentor de outros grandes chefs portugueses e responsável pela cozinha do Pestana Palace), que tem André Morgado como sous chef e responsável da pastelaria. Depois há um sommelier de carnes, Bruno Fortuna, o melhor amigo do cliente na hora de escolher o corte e o tipo de carne, para lhe falar sobre os tamanhos das peças e as quantidades ideais para determinado número de pessoas. E aqui é onde entra um nome de peso, José Gordon, o dono da bodega El Capricho, um restaurante e quinta perto de Léon, em Espanha, considerado por muitas publicações internacionais, como a Time, o produtor da melhor carne do mundo e um mestre da parrilla. E ainda não falámos do porco preto, do wagyu ou das aves. Já lá vamos.

 

O balcão das carnes do Meat Me, onde vai estar o sommelier das carnes
Fotografia: Inês Félix

 

 

 

 “A nossa carta está dividida por animais. Começa na vaca e no boi, depois temos o porco e as aves”, apresenta Tomás, de volta de uma tábua com peças de carne vermelha gigantescas. O primeiro contacto do cliente com a carta e o conceito do restaurante é dado pela equipa do restaurante, toda com a formação devida e cuidadas fardas, a condizer com o ambiente mais clássico do restaurante, com prateleiras até ao tecto carregadas com vinhos. “Se quiserem carnes vermelhas, são encaminhados até aqui, onde à noite está o sommelier das carnes. Temos cinco cortes – dois individuais, o beijinho (200 gramas, 17€), e o lombo de novilho (250 gramas, 27€), e três ao quilo, a vazia wagyu com osso do Chile (195€/kg), o chuletón de vaca (95€/kg) e o chuletón de boi (180€/kg)”, estes últimos do El Capricho, explica Tomás. O chuletón de boi, por ser uma peça muito alta, é aconselhado a ter, no mínimo, 1,5kg. “Se cortarmos uma peça muito fina não vai ter tanta qualidade”, justifica.

 

Chuletón de boi com 120 dias de maturação
Fotografia: Inês Félix

 

 

 

 

 

Aqui, cada peça tem uma história e toda a identidade do animal é contada ao cliente – onde foi criada, sacrificada r quantos dias de maturação tem. E aqui importa explicar que são carnes maturadas a sério, com pelo menos 90 dias de maturação, o que lhe confere um travo diferente.

 

Aba de novilho à colher
Fotografia: Inês Félix

 

Há três formas diferentes de confeccionar – no mais tradicional josper, que apesar de ser uma marca é mais associado ao barbecue americano, a parrilla espanhola e a robata (aqui utilizada para os pratos de peixe, que também existem: um polvo barbecue, um atum chimichurri e carabineiros com aioli picante). “Na vaca e no boi somos muito rígidos. São sempre na parrilla e sempre no mesmo ponto. Só garantimos a máxima qualidade desta carne se a servirmos a 49º, mal passada. Para o wagyu perguntamos o ponto ao cliente”, explica o chef.

Depois vêm os pratos clássicos, como o bife Wellington, difícil de encontrar em Lisboa (25€), o tártaro de novilho também com selo de qualidade El Capricho (21€) ou a aba de novilho à colher (16,50€).

 

Fotografia: Inês Félix
O bife Wellington

 

 

 

 

O porco preto vem da Montaraz, no Baixo Alentejo, e é criado ao ar livre. Há um tomahawk de porco preto, uma peça de tamanho considerável, normalmente mais associada à vaca – outro namoro do chef Tomás Pires com o produtor, que nunca tinham feito este corte (35€), uma barriga de leitão à Bairrada (17€) e um piano de porco preto barbecue (19€). No capítulo das aves estão o franguinho asiático (16€), a codorniz (12,50€) ou a canja de pato (15€).

Todos os acompanhamentos devem ser pedidos à parte – há uma salada verde com tomate, queijo São Jorge e nozes caramelizadas (7€), xerém de tomate assado (6€) ou um intenso arroz de morcela e verde tinto (6€).

 

Cecina de boi
Fotografia: Inês Félix

 

 

Apesar deste menu muito completo, não salte as entradas, onde encontra a cecina de boi (23€), uma burrata com granizado de manjericão e pinhões (19€) ou um cremoso de batata assada e aioli picante (11€) que é um espectáculo de food porn para as redes sociais.

 

Cremoso de batata assada e aioli picante
Fotografia: Inês Félix

 

 

Mas além do restaurante clássico no piso térreo – onde, ainda assim, existem duas áreas de refeição, uma mais informal, com mesas de mármore e botões para pedir flutes de champanhe, e outra com toalhas de tecido e tecto forrado a mantas da Mizzete, uma fábrica alentejana de lanifícios  –, há uma mezzanine com um bar luxuoso. Cadeirões em pele, prateleiras carregadas de bourbon ou whiskey (o Meat Me é um dos poucos parceiros da marca de whiskey Glenffidich em Lisboa), uma zona de biblioteca com livros das editoras Gestalten e Assouline.

 

Este boi em rede suspenso foi criado especialmente para o Meat Me pelo pintor e escultor Silvio Fiorenzo
Fotografia: Inês Félix

 

 

Neste palco actua Vasco Martins, head bartender do grupo Sea Me (e que provavelmente já terá visto de volta de cerimónias do chá em visitas ao Soão, o último grande empreendimento do grupo, em Alvalade). Aqui, além de uma carta de cocktails clássica, vai encontrar criações de autor, com ilustrações de Ana Gil, que não seguem as últimas tendências de cocktelaria – são bebidas com bastante álcool, pesadas, bem pensadas, com muitos xaropes caseiros e misturas tão díspares como queijo da Serra de Azeitão e carne assada. Até o gelo tem técnica própria: é feita uma descongelação lenta, que demora 24 horas, a uma temperatura entre os -13 e os -15 graus, para garantir blocos de gelo sem impurezas, que são depois marcados a quente com o logo do Meat Me. Neste bar está disponível toda a carta de vinhos que acompanha a refeição no piso de baixo, completa com nove terroirs, champanhe e vinho do Porto.

 

A zona de bar na mezzanine
Fotografia: Inês Félix

 

 

Uma última curiosidade sobre o Meat Me: a casa de banho, na mezzanine, é unissexo. Em mármore escuro, com diferentes perfumes unissexo para o cliente usar à vontade consoante o seu estado de espírito, tem uma pessoa da limpeza sempre disponível.

Às quintas e sextas há um DJ no passadiço da mezzanine a animar o espaço, nos outros dias deixe-se embalar pelas sonoridades do jazz. Em Maio há mais novidades – chega a esplanada, bem florida e com uma carta própria.

Preço médio: 60-70€. Rua Duques de Bragança, 9 (Chiado). 21 347 1356. Seg-Qui 12.30-15.30/19.00-00.00, Sex 12.30-15.30/19.00-00.00, Sáb 12.30-01.00, Dom 12.30-00.00.

+ Os melhores sítios para comer carnes maturadas em Lisboa

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