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Projecto Volta
© DRProjecto Volta

Meias ilustradas por artistas portugueses ajudam sectores mais afectados pela crise

O Projecto Volta arranca com meias solidárias e ilustradas, onde parte das vendas reverte para associações ligadas a sectores que mais têm sofrido com a crise.

Por
Francisca Dias Real
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A culpa não morre solteira e esta tem duas caras: Tiago Esteves e Tiago Rodrigues. Estes dois amigos de infância decidiram, durante a quarentena, criar mais um negócio próprio, o Projecto Volta, com o objectivo de apoiar a produção nacional e ajudar, ao mesmo tempo, alguns dos sectores mais afectados pela crise sanitária e económica.  

E tudo começa com um par de meias. Já foi tempo em que dominava a meia preta ou azul escura, um básico que cada vez mais fica guardado na gaveta para dar lugar a outras extravagâncias de trazer no pé. E quando dizemos extravagâncias falamos em meias coloridas e catitas que alegram as caminhadas pela cidade, e que atraem olhares indiscretos de quem ainda prefere caminhar em básicos. 

Tiago Esteves e Tiago Rodrigues escolheram 12 dos sectores mais afectados pela desaceleração económica, mais 12 artistas nacionais do mundo da ilustração, pintura e design, 12 parceiros complementares e 12 associações de Norte a Sul do país cada uma relacionada com o sector de cada meia. Tudo isto para resultar numa colecção de 12 modelos de meias ilustradas, lançadas sob o mote #CaminhamosJuntos.

Projecto Volta
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Aka Corleone, Cesáh, Contra, Diogo Matos, Glam, Lara Luís, Margarida Fleming, Oker, Teresa Murta, The Caver e Uivo foram os ilustradores nacionais convidados para participar, tendo um dos modelos sido desenvolvido pelos mentores do projecto, que assinam como Tiagos.

Cada par custa 12,50€ e por cada venda é doado 1€ a cada associação com o modelo alusivo ao sector correspondente. As associações do projecto estão discriminadas na compra de cada par de meias, por exemplo: no sector dos vinhos têm a ViniPortugal, no dos queijos a Estrelacoop, no sector do gado a ANCRAS, no sector têxtil a Academia do Johnson, no do calçado a ANCAP, na arte há a Mansarda, o Turismo de Portugal no sector do turismo, a Rede de Emergência Alimentar na área da distribuição, os Bombeiros Voluntários no sector da segurança e a ANJE no empreendedorismo.

No sector da saúde está a ser desenvolvida uma parceria com um hospital central com forte incidência pediátrica e no sector da música a parceria ainda está em curso. 

A Volta não se fica pelos artistas, vai além dessa arte e abraça o que de melhor se faz por cá: as meias são produzidas em teares de 168 agulhas com algodão penteado, e não têm costura. Estão disponíveis do 31 ao 46 e vendem-se online, na Crack Kids, em Lisboa, e na Circus Network, no Porto. 

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