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Mom-to-mom: esta loja portuguesa promove a economia circular

Como é que se aplica a política dos quatro R à moda materna e infantil? Nós perguntámos. A empreendedora Susana Cunha Trindade respondeu.

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Escrito por
Raquel Dias da Silva
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Reduzir, reutilizar, reciclar e reparar. Eis as palavras-chave da Mom-to-Mom, o negócio de Susana Cunha Trindade, que não é mãe, mas está atenta aos desafios das gestantes, nomeadamente às mudanças físicas, do aumento de peso às novas formas de silhueta. “Depois de o bebé nascer, a maior parte das peças acaba por ficar esquecida numa gaveta, a ganhar pó e a ocupar espaço”, alerta a empreendedora, que promove a economia circular e a reutilização têxtil através da venda de peças em segunda mão e do reembolso pelo tempo não usado. “Por que é que quem precisa há-de ir comprar uma roupa nova, contribuindo para o impacto poluente da indústria, quando há roupa que cumpre a mesma funcionalidade e está óptima mas parada em casa de alguém?”

A pergunta, que deu forma à ideia, surgiu durante o confinamento. “Não tenho uma história sexy para contar”, confessa. “A minha área de formação é marketing e publicidade, mas trabalho em part-time com uma IPSS. Durante o teletrabalho, tive tempo para explorar a possibilidade de abrir uma loja online e, como sou adepta de comprar em segunda mão, pensei como poderia ser interessante lançar um conceito sustentável relacionado com roupa de grávida, que entretanto se estendeu também à moda infantil, porque há necessidade e interesse.”

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Fotografias: Susana Cunha Trindade

A proposta é simples. Se comprar peças da Mom-to-Mom, quer para grávida quer para bebés e crianças até aos três anos, terá a oportunidade de ser reembolsado pelo tempo não usado. “[Numa peça de 20€] Se usar apenas três meses, receberá 8€. A partir de cinco meses e até um ano, a taxa de devolução é de dez por cento”, esclarece Susana, que chama a atenção para o facto de também ser possível vender peças à consignação, para integrar o closet online.

Entre as peças de roupa e calçado disponíveis, com valores para todas as carteiras, encontra ainda acessórios, como brincos, lenços e até malas ReUse. “São feitas com desperdício têxtil, têm divisórias para fazer compras a granel e o valor das vendas reverte a 100% para a compra de máquinas de costura para um projecto da Ajuda de Mãe.”

Em compras até 69€, a taxa de entrega é de 3,99€ e as encomendas demoram entre dois a três dias para chegar ao destino em sacos reciclados. Em Lisboa, o transporte é feito de mota, “por ser menos poluente”, mas Susana garante estar a fechar uma parceria para entregas de bicicleta. “Queremos tornar todo o processo o mais sustentável possível.”

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