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Moullinex
Duarte Drago

Moullinex transforma o Musicbox em estúdio

Por Clara Silva
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A preparar um disco para 2020, Moullinex transforma o Musicbox em estúdio de quinta-feira a sábado. Falámos com o DJ e produtor antes deste “piquenique”, como lhe chama.

Humildemente exposto. É assim que Luís Clara Gomes, mais conhecido por Moullinex, vai estar no Musicbox a partir de quinta-feira. O produtor fará da discoteca no Cais do Sodré o seu estúdio por três dias e a ideia é que o público assista ao vivo à preparação do seu próximo álbum, que será lançado até ao fim do ano.

Em 2015, a cantora PJ Harvey fez algo semelhante na londrina Somerset House, onde as gravações do seu álbum estiveram à vista de todos, através de uma sala envidraçada.

Em Lisboa, Moullinex prepara para o arranque do ano algo ainda mais especial. Três noites “Rough Mix”, assim as chama, nas quais o público também faz parte da criação do novo disco. “Queria contradizer este ciclo de estar fechado em estúdio e só depois lançar o álbum e tocá-lo numa série de concertos em tour”, diz o músico. “Quis abrir a janela a meio deste processo. Alguns destes temas provavelmente vão ser alterados e o objectivo é também poder assistir a essa evolução nos três dias.”

O estúdio vai estar montado no palco e será um bom laboratório de experimentação das novas canções, como o músico já costuma fazer nos seus DJ sets. “Termino um tema numa semana, toco-o no fim-de-semana e colho o feedback”, explica. “Estamos a falar de música de dança, com um propósito funcional. É fácil ver se as pessoas dançam, se reagem ou não. Gosto de ter esse feedback e aqui com a banda ainda é mais fácil mudar as coisas de um dia para o outro.” Sobre esta residência no Musicbox, um espaço que lhe é bastante familiar, compara-a a um piquenique. “Não é a mesma coisa que o conforto da nossa cozinha, mas ao mesmo tempo virar a experiência para outro lugar pode condicioná-la de uma maneira positiva.”

No novo álbum, ainda “imberbe”, diz também abdicar de uma série de confortos como as guitarras e o baixo eléctrico. “Passei só a ter sintetizadores e pensei que seria um bom exercício. Já que tenho de preparar estes temas para serem tocados ao vivo, posso também fazê-lo com o processo em aberto e com o público.”

Em cada uma das três noites de residência, de quinta-feira a sábado, serão tocados temas remixados dos três álbuns já lançados (Flora, de 2012, na quinta-feira; Elsewhere, de 2015, na sexta; e Hypersex, de 2017, no sábado), submetidos a esta nova linguagem musical, o “tratamento de choque”, como lhe chama. Em cada noite, haverá também convidados especiais, que ainda são surpresa.

Musicbox, Rua Nova do Carvalho, 24 (Cais do Sodré). Qui, Sex e Sáb 22.30. 12€ uma noite, 30€ três noites.

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