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Na Cookie House, há as clássicas e as arrojadas, da avelã ao chouriço

A nova casa de cookies da cidade abriu portas no Cais do Sodré. Funciona apenas em formato take-away, sem lugares sentados.

Raquel Dias da Silva
Escrito por
Raquel Dias da Silva
Jornalista, Time Out Lisboa
Chookie House, no Cais do Sodré
Rita Chantre | Chookie House, no Cais do Sodré
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Não há maneira de contornar o assunto: o sabor de chouriço é a primeira coisa em que reparamos quando entramos na nova casa de cookies da cidade, no Cais do Sodré. Mas, ao contrário do que possa pensar, não é o best seller. Primeiro porque não é para todos os gostos, depois porque também há crookies. A nova tendência da pastelaria, que nasceu em 2022 na padaria francesa Maison Louvard e ficou viral nas redes sociais depois de começar a ser recriada por todo o lado, cruza a tradicional massa de bolacha com croissant. “O meu irmão provou lá fora e sugeriu que fizéssemos a nossa própria versão”, diz-nos João Vaz Antunes, o fundador da Cookie House. Tem 31 anos e trabalhava em vendas numa empresa tecnológica quando decidiu abrir o seu próprio negócio. O seu braço direito é o pasteleiro Maksym Fishchunk. Nascido na Ucrânia mas a viver em Portugal desde os seis anos, está entusiasmado com a ideia de emprestar a sua experiência no fine dining ao universo das bolachas.

Tudo começou a partir de uma receita de família. Era da avó de João, mas estava a precisar de uma actualização. “Para lhe dar um toque mais contemporâneo, pedi ajuda ao Maksym. Éramos amigos, mas estávamos mais afastados e voltámos a aproximar-nos. A nossa relação floresceu e cá estamos. Foi a melhor coisa que aconteceu à Cookie House”, diz. O pasteleiro, de 27 anos, acrescenta: “O João ia muito atrás dos sabores que se vendem, que já se vêem muito por aí, mas queria fazer diferente.” E, se era para fazer diferente, tinha de ser a sério. Nada de Nutella nem ingredientes pré-preparados.

Cookie House
Rita ChantreCookie House

“Por exemplo, temos um recheio de avelãs e chocolate feito por nós, e a bolacha de pistácio e framboesa tem mesmo pistácio e framboesas. Não nos queremos anunciar como os melhores, mas queremos que seja tudo autêntico, e queremos marcar pela diferença, que se veja que isto foi pensado”, explica João. E que seja saboroso, claro.” Essa preocupação também esteve presente na hora de criar a cookie de chouriço, que nasceu da vontade de ter um sabor salgado e algo que fosse mais “fora da caixa”.

Estão abertos há cerca de duas semanas e tanto há pessoas a entrar e a ficar curiosas com a proposta, como quem apareça já para a provar, porque ouviu alguém dizer que vale “a experiência”. Mas nem João nem Maksym querem que a Cookie House fique conhecida pela cookie de chouriço, até porque não garantem que esteja disponível para sempre – a ideia é irem variando sazonalmente – e os clientes têm retornado sobretudo pelos sabores doces, da bolacha da casa ao chocolate negro com caramelo. Além de não usarem produtos sucedâneos, em que a gordura láctea foi parcial ou integralmente substituída por gorduras ou óleos vegetais, procuram garantir equilíbrio entre o sabor e a textura, que é mais “gooey” do que crocante. Os preços variam entre os 3,25€ e os 4,85€. Se quiser comer uma cookie com gelado, fica a 6,50€ – o gelado é o da casa, de nata.

Cookie House
Rita ChantreCookie House

Como não têm fabrica própria – a produção é feita numa cozinha alugada e as bolachas vão ao forno todos os dias em loja –, actualmente “as limitações operacionais” são o maior desafio. Por isso, a expansão está no horizonte – “Gostávamos de expandir para outras partes do país e até quiçá para fora”, confessa Maksym –, mas tudo a seu tempo. Neste primeiro espaço, aberto no bairro onde João cresceu, não há lugares sentados, só funcionam em formato de take-away, mas têm serviço de cafetaria (1,50€-3,50€), incluindo limonada de maracujá e chá gelado caseiro, com chá verde, lima e hortelã.

Rua de São Paulo, 65 (Cais do Sodré). Seg-Dom 10.00-19.00

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