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Ljubomir Stanisic no Sublime Comporta
Fotografia: Manuel MansoLjubomir Stanisic é o apresentador do novo concurso de cozinha

Na ‘Hell’s Kitchen’ de Ljubomir Stanisic só interessa saber cozinhar

Nova aposta da SIC para os domingos à noite põe à prova 16 concorrentes à procura do título de melhor cozinheiro. Estreia-se a 14 de Março.

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Escrito por
Sebastião Almeida
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Ljubomir Stanisic está de volta à televisão para apresentar o programa de cozinha Hell’s Kitchen, na SIC. O chef bósnio foi o escolhido para ser a cara da nova aposta dos serões de domingo da estação de Carnaxide, que se estreia a 14 de Março. Inspirada no formato original, celebrizado pelo chef britânico Gordon Ramsay, a versão portuguesa promete ter “verdade, amor, drama e histórias de vida marcantes”, adiantou o director de programas da estação, Daniel Oliveira, numa sessão virtual de apresentação do novo formato aos jornalistas.

São 16 cozinheiros, seleccionados de entre centenas de concorrentes. Entre todos eles, há um denominador comum: são profissionais ou semi-profissionais. Esta triagem, revelou o chef do 100 Maneiras, permitiu elevar a fasquia do programa. “Diverti-me imenso. Era a cozinha dos sonhos de qualquer pessoa que gosta de cozinhar”, afirmou. Questionado sobre as diferenças entre este e o anterior programa em que participou, Pesadelo na Cozinha, exibido na TVI, Ljubomir explicou que “são formatos totalmente opostos”. Enquanto que no programa da estação de Queluz estava sujeito a um grande desgaste emocional, tentando corrigir o que estava mal, em Hell’s Kitchen é o profissionalismo que vem ao de cima. Os participantes estão “focados no que interessa – cozinhar”, sublinhou.

Para Daniel Oliveira, esta nova adição à grelha da SIC é particularmente importante, pois não só permitirá aos portugueses “perceber como é a vida numa cozinha”, como também permitirá “valorizar quem serve e quem tem restaurantes” numa altura tão delicada para o sector como a que se vive actualmente. Os participantes foram isolados numa casa para diminuir o risco de contágio e viveram nessa bolha durante as filmagens do programa. Ao longo das semanas, os espectadores verão os cozinheiros a serem sujeitos a vários desafios, sempre com muita pressão à mistura. Haverá castigos e recompensas decididas pelo chef bósnio que são semelhantes às regras que segue nas suas cozinhas. Sabemos, ainda assim, que um dos castigos aplicados foi um treino de crossfit, desvendou Daniel Oliveira.

Ljubomir revelou não ser fã do programa original norte-americano, mas ficou surpreendido quando entrou no cenário criado para a versão portuguesa. De jaleca vestida, será ele mesmo, “sem merdas”, garantiu. “Não sou apresentador de televisão, não faço puta de ideia do que é televisão. O que eu percebo é de cozinhar.”. E se ao início os concorrentes lutavam contra a timidez provocada pelas câmaras de televisão, mais para a frente essa barreira foi ultrapassada e as reacções e as emoções fluíram, explicou Ljubomir. Houve espaço para erros e para situações de tensão, mas nada que preocupasse o chef que este ano recebeu uma estrela Michelin no 100 Maneiras. Afinal, esta é a sua praia e a possibilidade de voltar a trabalhar numa cozinha foi quase como “uma vida nova”. Um dos programas será dedicado ao receituário bósnio, com pratos típicos que os participantes nunca tinham provado.

Questionado sobre a possibilidade de uma segunda temporada, Daniel Oliveira disse que o assunto está em cima da mesa e que é uma hipótese real. O objectivo do concurso foi sempre o de “representar o país”, através da participação de cozinheiros jovens, com alguma idade e outros já com algum reconhecimento. Para Ljubomir, este concurso pode passar a ser uma montra para o que melhor se faz na cozinha nacional e há facilmente “três ou quatro cozinheiros desta edição” que poderão dar cartas no futuro. “Este programa pode mudar a vida de muitas pessoas. Não só daqueles que cozinham. Há muita coisa para aprender”, resumiu Ljubomir.

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