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Não guardem segredo: os Built To Spill trazem um clássico a Lisboa

Built To Spill
©DR Built To Spill

Os Built To Spill vão tocar o clássico álbum Keep It Like A Secret, de 1999, esta quarta-feira na Zé dos Bois. Quinta-feira tocam no festival NOS Primavera Sound.

Os Built to Spill ajudaram a definir e a expandir o som do indie rock americano nos anos 90. Liderados por Douglas G. Martsch, cantor, herói da guitarra, principal compositor e único membro permanente do grupo ao longo das décadas, gravaram canções que se tornaram clássicos da canção eléctrica americana e álbuns que mais parecem monumentos, cuja influência foi quase imediata e se continua a sentir.

Álbuns como There’s Nothing Wrong With Love (1993) um disco de indie-pop de guitarras, áspero, conciso e com o coração na lapela, sem o qual os primeiros (e bons) trabalhos dos Death Cab For Cutie nunca teriam existido. Ou Perfect From Now On (1997), o terceiro álbum e o primeiro com o selo da multinacional Warner, com as suas canções paisagísticas e cordilheiras de guitarras que se confundiam com o mapa americano e onde escutávamos pontos de contacto com o que os contemporâneos e ex-colegas de editora Modest Mouse estavam a fazer na altura. Ou Keep It Like A Secret (1999), o terceiro clássico consecutivo e uma combinação quase perfeita entre a abordagem mais directa do disco de 1993 com a epicidade do seu sucessor de 97.

E é precisamente Keep It Like A Secret que vamos ouvir esta quarta-feira na Zé dos Bois, depois dos concertos de Oruã e Shaolin Soccer. Doug Martsch e companhia têm andado a celebrar os 20 anos do disco com uma série de concertos, e um dia antes de subirem ao palco principal do NOS Primavera Sound vêm a Lisboa partilhar connosco esses segredos mal guardados que são as suas canções.

Não vai faltar nenhuma. Desde clássicos indie efusivos como "The Plan” ou ”Center of the Universe" a épicos melancólicos como “Carry The Zero”, “Else” ou a metatextual “You Were Right”, sempre com as guitarras a estrebuchar enquanto Doug partilha connosco palavras reconfortantes, ainda que pessimistas. Os Built To Spill são como aquele amigo que sabe que a vida é uma merda e não se coíbe de o dizer, mas por isso está sempre pronto para nos dar um abraço. Neste caso, um abraço eléctrico e prolongado. Só podemos agradecer-lhes.

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