Global icon-chevron-right Portugal icon-chevron-right Lisboa icon-chevron-right Native Axes: o primeiro clube privado de lançamento do machado do país
Native Axes
Fotografia: Gabriell Vieira

Native Axes: o primeiro clube privado de lançamento do machado do país

A modalidade em maior crescimento nos EUA chegou finalmente a Portugal. No Native Axes, em Benfica, lançar machados é fácil, seguro e divertido.

Publicidade

A história do arremesso do machado evoca os tomahawks dos povos ameríndios, mas a ferramenta é muito mais antiga e tem sido usada ao longo de milénios como arma e símbolo cerimonial ou heráldico. Nos nossos dias, tornou-se também a estrela de um novo desporto, com a criação de campeonatos de lenhadores no Canadá e nos Estados Unidos. Agora, o fenómeno, já em franca expansão em cidades europeias, como Paris, chega a Portugal com o Native Axes, um clube privado em Benfica, no número 91B da Avenida Gomes Pereira. A premissa é simples: lançar machados e conviver com amigos ou família. “É o novo bowling”, brinca Tiago Silva, um dos proprietários.

“Descobri a modalidade através do Youtube. Vi o actor de Hollywood Jason Momoa a lançar machados e a beber cerveja e achei um conceito giro”, conta por entre risos. “Para experimentar construí um alvo no meu quintal e gostei. Depois convidei amigos para fazerem o mesmo e também gostaram.” Foi um instante até começar a pensar numa ideia de negócio, em Agosto do ano passado. Mas não o fez sozinho: juntou-se a Jonathan Teixeira. “Trabalhamos os dois com desporto há anos. Eu tenho um SUP camp na Ericeira [o Mauka Lodge] e ele em Marrocos”, conta. “O arremesso do machado tem imenso sucesso lá fora, mas cá não existia nada. Achámos interessante abrir o primeiro espaço em Portugal desta modalidade.”

Native Axes

 

Tiago Silva ensina como lançar o machadoFotografia: Gabriell Vieira

 

A funcionar há cerca de três semanas, sempre por reserva, a sala de jogos, como lhe chamam, tem dez pistas de lançamento, com capacidade máxima de quatro pessoas por alvo e o preço especial de abertura, ainda em vigor, é de 12,50€ por pessoa – eventualmente o valor passará a situar-se entre os 14€ e os 17,50€. “Como é uma novidade e utilizamos machados, encontrámos barreiras em termos de licenciamento”, revela. “Foi um processo demorado, mas tivemos apoio jurídico para legalizar um espaço como este, que respeita as regras da Federação Internacional do Arremesso do Machado.” A começar pelas linhas de perímetro, que se dividem em vermelha (aviso da distância mínima de segurança), preta (ponto a partir do qual o machado deve ser lançado), azul (ponto para lançar o "big axe", um machado de maiores dimensões) e amarela (separação visual entre o jogador e os espectadores).

Mas, afinal, como é que se lança o machado? “A chave para um arremesso preciso é a postura”, garante Tiago, apesar de admitir que a força é tão importante quanto o controlo do corpo. “O pé dianteiro [para pessoas destras, é o pé esquerdo] deve ser colocado num ângulo de 45 graus em relação à linha de destino”. Por outro lado, o pé traseiro é colocado estritamente paralelo à linha do alvo. Esta técnica é usada em muitos outros desportos, da luta corpo a corpo à corrida. “O tronco e o pescoço têm de estar erectos, mas ligeiramente projectados à frente.” As linhas de todas as “dobradiças” do corpo, do ombro ao quadril, dos joelhos aos cotovelos, têm de estar estritamente perpendiculares à linha de destino. Um desvio é o suficiente para dar cabo da sua pontaria.

Native Axes

 

Fotografia: Gabriell Vieira

 

Pronto para lançar? O machado deve ser agarrado com as duas mãos (poderá tentar só com uma mais tarde) e manter a lâmina alinhada com o centro do alvo. A seguir deverá colocar o machado atrás da cabeça, como se fosse lançar uma bola, e lançá-lo com força moderada e os braços ligeiramente esticados para a frente. Caso falhe, não desespere logo. “Após oito a dez lançamentos, praticamente todas as pessoas conseguem acertar e espetar o machado na madeira, inclusive jovens e crianças.” A idade mínima é de 18 anos, mas os miúdos com mais de seis podem participar, se acompanhadas por um representante legal, em dias e horários definidos pelo clube.

Os primeiros dez minutos de cada sessão são dedicados ao check-in e a um briefing de segurança. Depois tem uma hora para se divertir. Ou duas. Mas nada de aparecer sem avisar ou “com os pés à mostra”, alerta Tiago. “Não é permitido usar chinelos, sandálias ou saltos altos. O uso de máscara também é obrigatório, até porque estamos as respeitar todas as medidas de higiene e segurança. Os materiais são desinfectados com frequência e há álcool-gel à disposição dos jogadores.” Se começar a ficar cansado, também não precisa de se preocupar: há uma zona de apoio, com bar e lounge, para recarregar as baterias. Apesar das várias propostas, “o consumo alcoólico está limitado a duas bebidas por pessoa, por uma questão de segurança, claro. Mas de qualquer forma temos sempre monitores a controlar a actividade, a ensinar a lançar o machado e a demonstrar a técnica.”

+ Sete formas de relaxar depois do trabalho

+ Leia já, grátis, a edição Time Out Portugal desta semana

Share the story
Últimas notícias
    Publicidade