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 rage room, smash it, sala de raiva
Fotografia: Manuel Manso

Sete formas de relaxar depois do trabalho

Não deixe que um dia inteiro à frente do computador o abale e faça planos para relaxar depois do trabalho em Lisboa.

Escrito por
Inês Garcia
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Um dia inteiro na firma, em frente a um computador, em reuniões ou em correrias profissionais, é capaz de deitar qualquer um abaixo. Em vez de ir para casa cabisbaixo a pensar na vida, faça planos para relaxar depois do trabalho. Descarregue a raiva nos objectos que pode – há salas dedicadas para isso em Lisboa, para não se meter em trabalhos com os colegas –, escolha uma aula de yoga num ambiente quente e relaxante, vá passear os meninos ou o cão ao jardim ou tire o pé do chão com umas aulas de samba ou forró. Outro plano que funciona sempre como calmante, tiro e queda, é o de um copo de vinho e tábua de queijos ou uma cerveja com o pôr-do-sol à frente. Respire o ar puro. Amanhã é outro dia.

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Sete formas de relaxar depois do trabalho

  • Coisas para fazer
  • Grande Lisboa

É para partir a casa toda. E no fim nem vai ter de arrumar nada. A primeira rage room no país abriu em Benfica e se não está familiarizado com o conceito, nós ajudamos: descarregue a raiva numa sala cheia de equipamentos electrónicos e loiças. Mas como? A partir tudo o que vê à frente num exercício de destruição recreativa. Não pense é que entra ali de qualquer maneira, tem de entrar em campo com um equipamento de segurança: macacão fluorescente, botas subidas, luvas, capacete e um colete-carapaça. Vestido a rigor, avizinha-se a destruição. As armas estão dispostas na parede, e vão desde uma simples panela ao bastão de beisebol, uma marreta ou um ferro. A partir daqui é escolher e começar a aplicar a ira que o invade em garrafas, monitores, teclados, quadros, bibelots, impressoras ou até treinar o jeito para o boxe num manequim de silicone. Tudo sem as consequências prejudiciais que um passatempo destes teria na vida real.

  • Bares
  • Bares de tapas
  • Santa Maria Maior

Odete Cascais gastou anos a pregar a mensagem nas páginas da Time Out: não há no mundo país como este para beber grandes vinhos sem grandes despesas. Esse saber deu lugar a um bar de vinho a copo no coração do Time Out Market e, mais tarde, a uma casa de vinho nos Restauradores, onde não há vinho que não tenha já sido bebido e aprovado. Dos tintos aos brancos, sem esquecer os espumantes e os licorosos, são todos provenientes de regiões vinícolas portuguesas. Seja qual for o vinho que escolher (e está sempre alguém para lhe explicar tudinho), pode pedir uma tábua de queijo da serra e curado da Beira ou de presunto (ambas 15,50€) ou a Tábua Odete (14,50 a pequena, 23€ a grande, com queijo e presunto).

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  • Coisas para fazer
  • Baixa Pombalina

Entrar, deitar e relaxar são verbos de acção muito simples e capazes de convencer muita gente a entrar porta adentro. Entre lojas de conveniência e outras mais tradicionais, a Rua dos Fanqueiros ganhou um novo inquilino – o EcoMassage, um estúdio de massagens que trouxe os benefícios terapêuticos do Oriente para Lisboa. Cada cliente escolhe o tempo de duração da massagem, que pode ser de 20, 40 ou 60 minutos. Os tratamentos começam nos 15€ e podem ir até aos 90€, depende do tipo de massagem escolhido e do tempo correspondente. O menu é extenso e pode escolher entre a massagem tailandesa, a ayurvédica, massagem a quatro mãos, a relaxante, a abdominal, a massagem de cadeira, a massagem Tok Sen (técnica terapêutica onde a pessoa é massajada com um stick de madeira), o tratamento desintoxicante Chi Nei Tsang ou até reflexologia oriental.

  • Coisas para fazer
  • Areeiro/Alameda

No estúdio Hotpod Yoga, trazido por Lucy Crook, a modalidade pratica-se dentro de uma espécie de tenda aquecida e com aromas. É como entrar num casulo. As sequências são uma mistura de posturas activas e passivas que asseguram um treino físico equilibrado e simultaneamente permitem relaxar e acalmar a mente  tudo o que precisamos depois de um dia de trabalho longo. A temperatura chega aos 37º e a atmosfera facilita a prática através do aquecimento dos músculos que ajudam a uma maior flexibilidade. Os valores começam nos 14€, que equivale a uma só aula no pod, sendo uqe a mensalidade ronda os 80€. 

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  • Coisas para fazer
  • Grande Lisboa

O espaço de cowork Misturado tem mais para oferecer do que jornadas de trabalho – ainda bem, porque é dessas que se estar a tentar libertar. Todas as segundas, há aulas de forró (19.30) e samba (21.00, 30€/mês) para o preparar, quem sabe, para os bailes carnavalescos que se aproximam. Ou só dar à perna, entoar uma musiquinha, e esquecer o mundo lá fora.

  • Atracções
  • Estrela/Lapa/Santos

É o jardim. Plantado no coração de Lisboa, perfeito para ir para fora cá dentro e esquecer o que ficou no escritório. Aproveito para levar os miúdos lá de casa a espreitar os jardins tropicais (nestes cinco hectares há figueiras-da-Austrália e araucárias-de-Cook, castanheiros-da-Índia e cedros-do-Líbano) ou a pular no parque infantil (a qualidade do areão é inspeccionada a cada 15 dias). Tem também dois quiosques, abertos de manhã à noite, e relvado mais do que suficiente para abrir umas mantas e fazer uns piqueniques com a luz do dia que restar.

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  • Bares
  • Gastropubs
  • São Vicente 

O taproom gastrobar da Graça é coisa simples, com um balcão, uns bancos altos, outras tantas mesas e uma esplanada para dias solarengos. Há garrafas de Oitava Colina e mais de uma dezena de torneiras, a maior parte com a cerveja da casa mas com abertura para convidadas especiais, de quando em vez. E comida. Tudo de frente para um miradouro com vista 50/50 de cidade e rio. O sol a pôr-se é um espectáculo sempre digno de se ver.

Outras maneiras de aproveitar o dia depois do trabalho

  • Coisas para fazer

A felicidade tem um preço – e a partir de certa hora é mais barata. Happy hour é aquela expressão estrangeira que ninguém vai enrolar a língua para dizer, ou recusar-se a compreender o conceito. Nas horas mais felizes dos lisboetas as imperiais passam a custar uma módica moedinha e os cocktails caem para metade do preço. Escolhendo bem, ainda encontra iguarias com preços reduzidos para acompanhar e esplanadas na cidade que não têm preço. Nada como acabar o dia da melhor maneira: numa esplanada a ver o pôr-do-sol, de preferência de cocktail na mão. 

As melhores séries para ver na Netflix
  • Filmes

O catálogo da Netflix, em Portugal, ainda tem algumas falhas. Isso é notório sobretudo nos filmes, mas também nas séries. Só é possível colmatar esse problema devido a umas quantas parcerias estratégicas e ao facto de algumas das melhores produções do momento serem originais do serviço de streaming. O que é inegável é que há cada vez mais conteúdo a chegar, e a gigante do streaming parece continuar empenhada em melhorar o serviço.

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  • Noite
  • Cafés/bares

Bem sabemos que a palavra rooftop ainda não é reconhecida pelo dicionário Priberam (a alternativa é, rosto, rotos ou rolitos), mas cada vez é mais usada no vocabulário alfacinha, com muitas sunset parties em rooftops por essa cidade fora, onde cocktails não faltam. Não revire já os olhos se já está cansado destas palavras e expressões inglesas. Encare esta lista como uma sugestão de bares em terraços em Lisboa porque no fundo é que isto é. 

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