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Hans Neuner
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Neuner, Sá Pessoa e Avillez continuam entre os melhores chefs do mundo, mas abaixo de 2021

No topo da lista dos 100 melhores chefs do mundo ficou, pelo segundo ano consecutivo, o espanhol Dabiz Muñoz, que conquistou ainda mais dois prémios.

Escrito por
Cláudia Lima Carvalho
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Hans Neuner, Henrique Sá Pessoa e José Avillez, todos detentores de duas estrelas Michelin (nos restaurantes Ocean, Alma e Belcanto, respectivamente), mantêm-se os únicos representantes de Portugal nos The Best Chef Awards. O austríaco a trabalhar no Algarve ficou na 62.ª posição, enquanto Sá Pessoa acabou no 70.º lugar e Avillez em 80.º. No ano passado, os três tinham ficado entre os 50 melhores.

Foi uma queda significativa, tendo em conta que em 2021 Sá Pessoa tinha ficado em 38.º (a posição mais alta conseguida por um chef português), seguido de Avillez, em 44.º, e Neuner, em 50.º – mas ainda assim uma noite feliz para Portugal, que continua a ter três chefs nos prémios criados há seis anos pela neurocientista polaca Joanna Slusarczyk e pelo gastrónomo italiano Cristian Gadu. Ainda longe do impacto das distinções do Guia Michelin ou do The World’s 50 Best Restaurants, os The Best Chef Awards, cuja cerimónia aconteceu esta terça-feira em Madrid, pretendem centrar-se no trabalho individual dos cozinheiros e não tanto no valor do restaurante que representam, apontando-os como figuras inspiradoras para as novas gerações e agentes de mudança no panorama da gastronomia. 

Dabiz Muñoz, que tem o único restaurante com três estrelas Michelin em Madrid, o DiverXO, encabeça a lista, seguido do dinamarquês René Redzepi, do Noma, em Copenhaga (três estrelas Michelin), e do também espanhol Joan Roca, do El Celler de Can Roca, em Girona (três estrelas Michelin). 

Espanha foi, aliás, o país com o maior número de chefs no ranking: em cem, 16 são espanhóis, dois dos quais com restaurantes em Lisboa (Eneko Atxa, em 18.º, e Martín Berasategui, em 42.º). Além do título de melhor cozinheiro do mundo, Muñoz foi ainda considerado o melhor chef no prémio entregue pelos seus pares e o DiverXO foi considerado o melhor restaurante de Madrid. 

Quando no ano passado, o chef passou pelo Congresso dos Cozinheiros, em Oeiras, em entrevista à Time Out, mostrou dificuldade em ver-se como o melhor do mundo. “Dizer quem é o melhor do mundo é muito difícil, ainda por cima numa profissão como a nossa onde não existem verdades absolutas. Quem é o melhor cozinheiro do mundo actualmente? Há muitas pessoas, começando por Espanha. Há cozinheiros muito bons também aqui em Portugal, em França, em Itália, em Singapura, em Nova Iorque. Há cozinheiros muito bons em todo o mundo. Dizer quem é o melhor do mundo é difícil, e a verdade é que não me sinto o melhor do mundo”, dizia-nos então. Foi esse discurso que manteve, quando subiu ao palco para agradecer. 

Portugal tinha ainda nomeados para a lista dos 100 melhores, João Oliveira, responsável pela cozinha do restaurante VISTA, em Portimão, que acabou por ficar de fora. 

O júri destes prémios permanece anónimo, mas inclui, além dos chefs nomeados, que não podem votar em si mesmos, jornalistas, críticos, fotógrafos e personalidades ligadas ao meio gastronómico.

A lista completa dos premiados pode ser consultada aqui.

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