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Fernando Kuo e João Matos Rosa cresceram no mundo da vela e, no ano passado, decidiram abrir um restaurante de inspiração asiática em Telheiras. Há muito por onde escolher, das entradas aos pratos principais.

A história deste restaurante asiático começa na vela. Isto porque João Matos Rosa e Fernando Kuo praticam este desporto desde pequenos. O primeiro foi incentivado pelo pai, que era praticante, o segundo por um vizinho que lhe disse que devia experimentar a vela naquela idade em que ainda não sabemos bem o que é que gostamos de fazer. Foi assim que se conheceram. João tornou-se, mais tarde, velejador profissional e Fernando, treinador, tendo já treinado equipas olímpicas portuguesas e de países como a Hungria ou Singapura. Entre viagens e navegações no mar, os dois amigos decidiram que estava na hora de ter um projecto paralelo. E nasceu o Moshi Moshi, que abriu no passado mês de Setembro, em Telheiras. Por lá, encontramos gyosas, baos, pokes, hot rolls e donburis.
“Gostamos muito de comida e estamos naquela fase em que as coisas nos têm corrido bem. Temos algum dinheiro de parte, então decidimos investir noutra área”, conta Fernando Kuo. “Inicialmente, íamos ser três sócios, mas acabámos por ficar só os dois. Na verdade, foi um desafio que lançámos a nós próprios. Moro aqui ao lado e já tinha visto este espaço – antes era de pizzas e kebabs –, que não funcionava bem, ao contrário do resto da rua. Achámos que havia aqui uma oportunidade. As coisas alinharam-se e ficámos com ele.”
Depois de avançarem com as obras de remodelação, decidiram que queriam servir pratos da cozinha asiática. “Sou filho de pais chineses e achei que se fosse para ter alguma coisa ligada à restauração, este seria o território em que me sentiria mais confortável. Por outro lado, está muito na moda, é uma comida que as pessoas gostam, porque é leve, rápida e dá para partilhar”, explica o proprietário. “E é o que comemos. É o nosso gosto pessoal”, acrescenta João Matos Rosa.
No Inverno, um dos best-sellers da carta é o ramen. O caldo com cogumelos shitake, bambu marinado, couve pak choi, edamame, cebolinho e alga noori pode levar frango, camarão, barriga de porco ou novilho (10€-11€). Mas, desde que o calor começou a apertar, o ramen abriu espaço para a poke havaiana. Tal como acontece com o prato anterior, a base – arroz, abacate, edamame, manga, alface roxa e pepino – é sempre a mesma, muda a proteína e o molho. Há poke de salmão, atum, camarão, frango ou tofu (8,50€-10€).
Já o donburi de barriga de porco (10€) é o favorito da casa todo o ano. “O porco é feito por nós de raiz. É cozinhado no tacho durante cerca de seis horas, até absorver bem os sabores”, descreve Fernando. O prato de origem japonesa também tem uma base de arroz e, no caso do de porco, leva ovo ajitama, cebolinho e sementes de sésamo. Também está disponível o de frango karaage (frito), ovo, alface roxa, limão e molho agridoce (9€); de novilho, ovo, cebolinho, sementes de sésamo, alface roxa e teriyaki (9,50€); ou de camarão, com ovo, curgete, alface roxa e molho de sésamo (10€).
Há quem venha ao Moshi Moshi almoçar e acaba por comer só um prato principal, ou quem prefira partilhar várias entradas, sem nunca chegar aos pratos mais compostos. Ficam-se pelas gyosas de frango, porco ou vegetais (4,95€/4 unidades); pelos har kao, dumplings de camarão (5,50€/4 unidades); pela tempura de camarão (3,50€/2 unidades); pelas yakitoris, espetadas de frango (3,50€/2 unidades); ou pelo saboroso tataki de atum (12,50€).
Há ainda baos (5,75€-6,25€) – de frango karaage, barriga de porco, camarão, ou tofu e cogumelos –, temakis de salmão ou atum (4,90€-5,75€), e hot rolls de salmão, a mais recente adição à carta.
O restaurante senta cerca de 30 pessoas. É luminoso e acolhedor, e a decoração é bastante minimalista. Predomina a madeira clara, que reveste o banco e as estantes que estão numa das paredes, com plantas, pequenos quadros e outros objectos decorativos. Lá fora, existe uma esplanada. A vontade dos sócios sempre foi tornar o espaço “conveniente”, não só ao nível físico, mas também em termos de preços.
“Hoje em dia, muitas pessoas não querem cozinhar, por isso gostávamos que isto se tornasse um sítio conveniente. Daí os preços que praticamos. Queríamos que o ticket não passasse os 20€ e que as pessoas pudessem vir cá sempre que tivessem o desejo de comer este tipo de comida”, diz Fernando. “É uma zona muito bairrista. As pessoas vão sempre aos mesmos restaurantes, se gostarem do serviço. Então o nosso objectivo passava por fidelizar quem cá vem e criar uma boa casa”, continua João, afirmando que já têm “muitos clientes recorrentes” e que “tem corrido bem”. O restaurante está ainda disponível nas plataformas de entrega de comida ao domicílio.
Para terminar a refeição, há fatia de bolo a vapor (3€), mochi de sésamo, matcha, manga e maracujá, framboesa ou chocolate (3€), ou bubble waffle simples ou com Nutella (4€ e 4,50€, respectivamente).
Rua Professor Francisco Gentil, 26 (Telheiras). Ter-Dom 12.00-15.30 e 19.00-22.00
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