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No13: a cozinha australiana que deu a volta ao mundo

No13
@Duarte Drago

Andrew de Sousa e Lisa Taffin trouxeram ao Cais do Sodré uma paixão de longa data assente no café de especialidade, nos pratos e no design. A Austrália serve-lhes as raízes e no No13 isso vê-se na mesa. Mas no fim, é Portugal quem lhes leva o coração.

"Os meus pais são portugueses. Mudaram-se de Portugal para Inglaterra e de lá para a Austrália", começa Andrew. "Nasci lá, passei a vida para trás e para a frente mas sempre me senti português apesar de lá ter vivido a vida toda. Cheguei a um ponto em que senti uma necessidade de voltar". Voltou, fez de Lisboa casa em 2016 e, na mala, trazia o que nunca deixou verdadeiramente do outro lado do globo: o gosto pela cozinha que a mãe, chef, lhe havia passado. Já Lisa passou as últimas décadas em Bali, ainda que os projectos a fizessem caminhar o mundo. "A minha área é o design de interiores, estive sediada em Bali 25 anos mas tinha projectos em muitos outros sítios. Estava há cinco anos para me mudar para Portugal e cheguei oficialmente em Fevereiro com a ideia de entrar na área da gastronomia. Conheci o Andrew e decidimos unir forças. Para mim, este é um espaço de que une a minha paixão pelo design ao amor pela comida". 

 

Fotografia: Duarte Drago

 

O conceito começou com o café, uma paixão partilhada pelos dois, mas a comida ficou desde sempre na mesa. É por isso que o No13 é um café sem o ser, um restaurante mutável, cuja fórmula passa irremediavelmente por misturar existências. Mesmo na cozinha é essa a receita, explica Andrew. "Na Austrália lidas com muitas nacionalidades e a razão pela qual a cozinha australiana é provavelmente uma das melhores do mundo é essa, a mistura. E trabalhar com isso como eu trabalhei, em cafés, restaurantes, fez-me utilizar todos esses sabores e inventar receitas."

Ali, o que importa é esse encontro de produtos. Juntar o que serviu de influência e o que está por descobrir, em pratos que actuam como um regresso a casa, seja ela em que latitude for. "Comida caseira, como se estivéssemos na nossa sala de jantar. Queremos criar um factor de conforto com produtos maioritariamente portugueses." Uma aposta que ambos têm tentado perpetuar. "Tentamos ao máximo usar produtos 100% portugueses. E vamos fazer a nossa marca de produtos portugueses No13. Mel, azeite, trabalhamos com um produtor fantástico no Norte. Queremos fazer uma espécie de aguardente usando também o café, coisas que as pessoas não estão muito habituadas", reforça Andrew.

 

Torrada com queijo ricotta, canela e fruta cozida
Fotografia: Duarte Drago

 

 

A provar há criações como a açaí bowl (6,50€) ou a bliss bowl (6€), com fruta da época, banana, aveia e abacate, batido numa taça e coberto com coco torrado. Não falta também o bircher muesli (4,50€) ou a granola caseira (5,50€). Nas torradas, a de queijo ricotta, canela e fruta cozida (7€) deixa Lisa rendida. "O contraste de sabores é incrível". Segue-se a focaccia tramezzino (6,50€) com espinafres, queijo bocaccini e tomate.

Nos quentes, há opções como a mortadela egg roll (8€), feita com mortadela grelhada, maionese picante caseira e ovo estrelado. O green eggs & ham (8€), pesto, fiambre grelhado e ovo escalfado em pão de massa lêveda ou o I'll take mine scrambled (12€), com ovos mexidos, bacon, queijo halloumi, cogumelos, tomate e pão de massa lêveda são outras das opções.

 

A oferenda something light
Fotografia: Duarte Drago

 

 

A última aposta são as oferendas, servidas em tábua. A something light (7€) traz uma selecção de três queijos com fruta da época fresca, pão focaccia e um extra de fiambre trufado e presunto do Alentejo por três euros. I'm feeling peckish (10€) começa da mesma forma, com queijos, mas aqui há corações de alcachofra salteados, azeitonas assadas, fruta da época, couve-flor assada, hummus e pão focaccia.

O beef carpaccio (8€) e o finger licking good (9€), uma salada de frango orgânico com maionese caseira, aipo, rúcula, limão e nozes fecham a lista logo atrás da salada do dia (6€). O café, trabalhado por Andrew e por Niccolo Corallo (Bettina & Niccolo Corallo), vai do ristretto (1€) ao café frio (2€-5€), passando pelo chai latte (4€). Acompanhe tudo com os sumos naturais (3€-4,50€), os batidos (5€) ou os vinhos de pequenos produtores com castas de Setúbal, Torres Vedras ou Porto.

 

Bolo de pastácio da Elvira
Fotografia: Duarte Drago

 

 

Termine com as sobremesas da mãe Elvira, as receitas da mãe de Andrew que passaram a ser um ex-libris da casa.

Travessa do Carvalho, 13 (Cais do Sodré). 910 405 921. Qua-Sáb 08.00-21.00, Seg-Ter 08.00-18.00.

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