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NOS Alive: o palco de Bordalo II e as melhores acessibilidades para sair do recinto

Por
Francisca Dias Real
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Desumano. Desilude. Desterro. Desfaz. Destaca. Desliga. Desliza. Estas são algumas das palavras que vão surgindo no ecrã do Palco Comédia do Nos Alive, que arranca já na quinta-feira. A obra é de Bordalo II que, mais uma vez, pegou em pilhas de desperdício para construir uma estrutura que compõe o palco dedicado aos comediantes. E esta é uma das grandes novidades da 12.ª do NOS Alive.

O Palco Comédia, onde vão actuar nomes como Pedro Teixeira da Mota, Guilherme Geirinhas, Guilherme Fonseca ou Rui Sinel de Cordes, é este ano um cenário fruto da intervenção de Artur Bordalo que já nos tem vindo a habituar à sua arte do desperdício. “O Bordalo tem esta coisa de chamar a atenção das pessoas para os problemas da sociedade, e fá-lo de forma muito impactante”, explica Álvaro Covões, director do festival, durante a visita de imprensa ao recinto. “Além disso, o NOS Alive, desde a primeira edição, que se preocupa em reduzir a pegada ecológica e temos vindo todos os anos a melhorar em muitos aspectos e ninguém melhor que o Bordalo para fazer esta instalação aqui.”

De um lado a Natureza, com toda a sua vivacidade e frescura, do outro lado, o lixo, a sujidade, a contaminação, o caos – é assim que o artista apresenta a dicotomia entre as gerações anteriores e as actuais. “Isto representa o contraste entre as primeiras gerações que viveram num ambiente de harmonia, e as nossas que representa um futuro catastrófico”, refere Bordalo II num vídeo de apresentação.

O festival foi convidado pelas Nações Unidas a integrar a Agenda 2030, que define 17 objetivos genéricos para o desenvolvimento sustentável, o que reforça o posicionamento que a organização pretende ter para colocar o festival “num patamar acima no que toca à sustentabilidade” – confessa Álvaro Covões.

“Conseguimos transformar, tal como o Bordalo faz, o lixo que produzimos no festival em mobiliário urbano, é mais um passo no nosso posicionamento”, explica o director do NOS Alive, relativamente às mesas e cadeiras que vão estar no recinto, na zona de restauração.

Também nesta zona há uma novidade: a presença de um stand da McDonald's, que regressa aos festivais agora já com menus normais e não apenas de venda exclusiva de gelados – como aconteceu no ano passado também no Passeio Marítimo de Algés. 

Este ano será mais fácil sair do recinto

Ou pelo menos é isto que a organização promete. Em conversa com a Time Out, Álvaro Covões revela que a cada ano têm vindo a trabalhar numa melhoria das acessibilidades, sobretudo à saída do recinto. “É normal que muita gente saia quando acaba o cabeça de cartaz, é nessa altura que há maiores dificuldades na saída do recinto”, refere. “Recomendamos sempre que tentem não sair todos na mesma altura, mas por sabermos que isso acontece tentámos reforçar este ano ainda mais as nossas redes de acessibilidade.”

As saídas pelo viaduto de Algés ou pela Avenida Brasília em direcção à Torre de Belém – agora com uma ciclovia renovada que marca bem o caminho que pode seguir – mantêm-se como nos anos anteriores, assim como a praça de táxis. Este ano, o NOS Alive selou ainda uma parceria para ter 30 autocarros da Carris do lado do recinto, a funcionar até às 04.00 e que rumam a três destinos distintos: Expo, Marquês de Pombal e Cais do Sodré. “Isto foi também para evitar que tanta gente tivesse que passar o viaduto, é muito mais fácil escoar as saídas desta forma”, explica Álvaro Covões.  

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