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Música, Festival de Música, Vodafone Paredes de Coura
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Os melhores festivais deste Verão

Os festivais de Verão são uma peça importante do puzzle estival. Com música para todos os gostos de norte a sul do país.

Escrito por
Editores da Time Out Lisboa
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Finalmente. O mundo pode até nem estar na melhor forma, mas consola-nos que 2022 traga de volta a liberdade de ouvir música ao ar livre, de dançar sem restrições, de cantar sem um pano nas ventas. A espera foi longa, e muita gente segura um bilhete há mais de dois anos, mas ainda há lugares. Já fomos felizes em festivais como o NOS Alive, o Super Bock Super Rock ou o MEO Marés Vivas, mas ainda há paragens obrigatórias no circuito de festivais de Verão, que só termina em Setembro com uma novidade que vem para ficar: o MEO Kalorama.

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Mais música

  • Música

A autorreferência é um mecanismo relativamente banal na arte. Por exemplo, poemas que se queixam de como as palavras não lhes bastam para dizerem tudo o que precisam dizer, é mato. Nos textos cantados é especialmente frequente encontrar esse tipo de truque estilístico, em particular em canções que se põem a falar sobre canções de amor para, de forma mais ou menos discreta, fingirem que não são elas próprias canções de amor, bajoujas e piegas como todas as canções de amor devem ser.

  • Música

Não consta de nenhuma das letras, mas a palavra da moda atravessa todas estas canções. Aqui fala-se de resistência e esperança, optimismo e perseverança, confiança e tenacidade: em suma, fala-se de resiliência, palavra que por estes dias se consome mais do que álcool gel. Eis então uma playlist feita de canções inspiradoras e motivacionais, espécie de vacina contra toda a sorte de atribulações, borrascas, contrariedades, dissabores, e outros sinónimos de coisas chatas, que podíamos continuar a ordenar alfabeticamente até chegarmos a zaragatoa.

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  • Música

No tempo em que não havia Internet e a globalização ainda se fazia ouvir com delay, era comum uma canção fazer sucesso numa língua, sem que a maioria do público alguma vez percebesse que estava a trautear uma toada estrangeira. O caso mais frequente, como se adivinha, é o de uma canção que se celebriza em inglês apesar de ter sido composta em italiano, francês ou outra língua que não gruda bem nos ouvidos americanos. Mas não só. Por exemplo, “Les Champs Élysées”, que foi popularizada por Joe Dassin, fez o percurso contrário.

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