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O antigo Cinema Quarteto é um cowork com mais de 100 lugares e um rooftop

Places Cowork
Fotografia: Manuel Manso

O mítico Cinema Quarteto, razão de inúmeras romarias à Rua Flores de Lima e a delícia de muitos cinéfilos durante anos, foi virado do avesso e transformado no Places – um novo espaço de cowork na cidade num edifício com três pisos e capacidade para 130 lugares, com direito a um belo terraço para fugir do trabalho de tempos a tempos. 

André Cardoso e Mariana Gil, os sócios fundadores do Places, já estão nestas andanças há algum tempo: têm um colégio no Parque das Nações, o Cresce e Aparece, e um restaurante de sushi na Avenida de Roma, o Wood Sushi. “Quando estávamos à procura de um espaço para outro colégio encontrámos este edifício do Cinema Quarteto, e depois de algumas tentativas percebemos que, por causa de legislação, não ia ser possível”, explica André. “Mas eu e a Mariana já tínhamos pensado num cowork, e isto só acelerou o processo.” 

“Na hora de dizer que abriu mais um cowork em Lisboa, não podemos dizer que somos apenas mais um. O Places quer ser diferente, quer oferecer serviços que mais nenhum espaço semelhante tem na cidade”, diz André. A pensar nas famílias, e com o know-how de quem tem já uma escola, André e Mariana querem ajudar os pais trabalhadores que precisem de trazer os filhos para o trabalho, tendo um espaço ou uma pessoa responsável que possa tomar conta dos pequenotes, ou fazendo parceria para que a criança fique temporariamente no colégio do Parque das Nações. Além disso, há ainda um serviço de assistente pessoal que reúne uma série de contactos úteis – precisa de um canalizador? Um electricista? Um orçamento de obras? –, é uma espécie de páginas amarelas das necessidades mundanas. 

©Manuel Manso

A localização também foi uma das apostas dos sócios, uma vez que na zona não havia grande oferta de espaços de trabalho do género. “Sabemos que há muita gente a deslocar-se de transportes e esta zona está bem servida, e ao mesmo tempo não está no centro nevrálgico, onde há mais confusão”, acrescenta Mariana, que justifica a necessidade de criar condições para pessoas e empresas que não têm outra forma de ter um local para trabalhar. “O conceito de cowork surgiu em Nova Iorque para pessoas que não tinham possibilidade de alugar um espaço próprio e se juntaram para dividir despesas”, afirma André, rematando que a bolha imobiliária em Lisboa também provocou essa falta de locais de trabalho a preços que pequenas e médias empresas – ou até mesmo profissionais individuais – consigam suportar. 

André e Mariana querem fazer do Places um local onde “os trabalhadores se podem sentir quase em casa, com as comodidades todas”. “Tem de se criar um espírito de comunidade, mesmo que o espaço aqui seja mais formal, continuamos a ter todas as valências mais informais de um cowork”, refere Mariana.

©Manuel Manso

O edifício divide-se por três pisos, e está aberto entre as 08.00 e a 00.00, com um segurança em permanência durante esse horário – para estadias fora de horas cada coworker tem um cartão que dá acesso ao piso onde trabalha, para manter a segurança do espaço. 

No piso subterrâneo, onde a luz entra pelas clarabóias do prédio, existe um open space com lugares de trabalho individuais e quatro gabinetes de quatro ou seis pessoas, destinados a empresas mais pequenas. O piso 1, apesar de ter uma grande sala, está já ocupado por uma só empresa, uma modalidade que também é possível praticar por estes lados caso haja espaço e um acordo mútuo com os responsáveis. 

O piso superior é ocupado pelo terraço, a que todos têm acesso, e onde cada um pode fazer as suas pausas sem pensar em trabalho – com direito a uma mesa de matraquilhos, a estrela do pedaço que, por vezes, dá origem a fervorosas competições. “Ter um espaço mais lúdico é necessário nestes locais de trabalho. Aliás, devia ser em quase todas as empresas, porque acaba por favorecer a produtividade”, confessa André. “Também queremos começar a fazer aqui churrascos entre todos, é uma forma de trocar ideias, conhecer pessoas.” 

©Manuel Manso

Há call rooms e uma sala de reuniões maior, caso precise de mais privacidade, e uma copa com esplanada e onde pode haver refeições temáticas em parceria com o Wood Sushi.  

Existem quatro planos disponíveis no menu do Places. O Plano Virtual, para quem não precisa de um espaço físico, mas sim de um escritório virtual (60€), o Plano Flex, onde basta trazer o seu computador e escolher um espaço da área comum (120€) e o Plano Fix, que lhe permite ter um local fixo de trabalho e gavetas (200€). O Plano Office é o mais completo e, além de todas as comodidades dos outros planos, tem um número de telefone dedicado e oito horas em sala de reunião, sendo que exige um mínimo de quatro pessoas no plano (220€).

“Este tipo de espaços de trabalho está a crescer em Lisboa e vai ser o futuro. Os modelos de trabalho alteraram-se e os locais tiveram de se ajustar a isso, e o cowork é um exemplo nítido”, remata André.

Rua Flores de Lima, 16. Seg-Sex 08.00-00.00.

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