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The Umbrella Academy - Season 2
COURTESY OF NETFLIX/NETFLIXThe Umbrella Academy - Season 2

O eterno retorno de “Umbrella Academy”: vem aí outro apocalipse

Os irmãos de ‘Umbrella Academy’ safaram-se do fim do mundo viajando até Dallas, anos 1960. Ficaram separados – no tempo, não no espaço. A nós, cheira-nos a esturro.

Por
Hugo Torres
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O fim da primeira temporada de Umbrella Academy deixou dois grandes pontos de interrogação a pairar sobre as nossas humanas cabeças: 1) será que os sete irmãos sobreviveram à milagrosa tarefa de viajar no tempo, para evitar o apocalipse?; e 2) será que, ressurgidos no passado, continuarão calçados com sapatos de bowling? Este último terá de esperar pela estreia da segunda temporada da série para ser esclarecido – nesta sexta-feira, dia 31, na Netflix –, embora seja possível que nunca o venha a ser. Para o primeiro destes cliffhangers, contudo, já sabemos a resposta: Vanya, Luther, Diego, Allison, Cinco, Klaus e, de certa maneira, Ben foram bem sucedidos no salto temporal. Ou quase.

A regressão leva-os são e salvos para Dallas, nos anos 1960. Era onde estava Cinco, na temporada anterior, quando terminou os cálculos que lhe permitiram viajar no tempo – estava, de arma apontada, na hora e no local onde JFK foi assassinado a tiro, um acontecimento que volta a ser explorado neste nova dose de dez episódios. No entanto, apesar de aterrarem todos no mesmo sítio, ficam separados em três anos distintos da década, cada um convencido de que foi o único a sobreviver. Não têm outro remédio que não seguir em frente. Problema: as acções do grupo vão alterar a linha do tempo e provocar um conflito nuclear que anuncia um inescapável apocalipse. Terão se de se reunir, descobrir como compensar os danos causados e, enfim, voltar ao presente, que também os espera com o nunca resolvido fim dos tempos prometido em 2019.

A série segue a novela gráfica homónima, criada em 2007 por Gerard Way e Gabriel Bá (Dark Horses), cujo segundo volume se intitula Dallas. A narrativa não é exactamente igual, mas o showrunner Steve Blackman tem o aval da dupla de criadores em todas as adaptações feitas até ao momento para o pequeno ecrã. A premissa é, naturalmente, a mesma: a 1 de Outubro de 1989, 43 mulheres que ao início do dia não estavam grávidas dão à luz 43 bebés especiais, com superpoderes; o excêntrico milionário Reginald Hargreeves resgata sete destes infantes e prepara-os para salvar o mundo, mas fá-lo de uma forma fria e severa que gera ressentimento e deixa marcas profundas nos miúdos. Os comics têm um terceiro volume, Hotel Oblivion, logo é de esperar que a Netflix leve a série pelo menos até à terceira temporada; Way e Bá planeiam um total de oito volumes.

Voltando a Dallas, falta saber se o ritmo da série, os diálogos e a espessura das personagens sobem de nível, para ficarem calibrados com a grandiosidade da produção, a espectacularidade dos efeitos visuais e o investimento feito para garantir uma banda sonora com canções de primeira linha. Há muito ainda para desbravar: da nova condição de Vanya, agora consciente dos seus poderes e do seu potencial de destruição, ao aprofundamento das capacidades sobrenaturais de Klaus, cujo amor de guerra, Dave, ainda está vivo na época em que se passa esta temporada (sim, se bem se lembram, Klaus já tinha viajado no tempo e combatido no Vietname); ou ainda da eventual recuperação da fala por Allison, da qual dependem os seus “rumores”, até à própria origem de Reginald Hargreeves. Uma família que se vai descobrindo enquanto é caçada por três cruéis assassinos suecos.

Netflix. Sex (Estreia T2).

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