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O fim dos Dead Combo está a chegar: 2020 é o ano da despedida

Dead Combo
©Daniel Costa Neves Dead Combo

Tó Trips e Pedro Gonçalves anunciaram o fim da banda, 16 anos e seis discos depois. “Não é um final triste, há muita coisa para ser celebrada”, e é isso que será feito numa digressão derradeira. Os últimos concertos começam a acontecer ainda este ano.

O duo de guitarra e contrabaixo Dead Combo deixar de existir em 2020. Tó Trips e Pedro Gonçalves anunciaram nesta terça-feira, através de um comunicado publicado nas redes sociais, que decidiram acabar com a banda que ao longo da última década e meia levou a música portuguesa para o faroeste. A despedida será feita com uma digressão, com início ainda no final deste ano. As datas e os locais dos concertos ficam por revelar. O que se sabe, para já, é que vão acabar como começaram: os dois sozinhos em palco.

“Se o nosso encontro foi uma descoberta, uma grande amizade, um diálogo musical, um universo que se foi adensando e clarificando; se todos estes anos foram uma grande festa nas nossas vidas, não poderia ser de outra forma o nosso final. Decidimos acabar, mas acabar em grande”, revelaram, depois de terem dito que, para eles, “2020 não será um ano qualquer”. “Não é um final triste, há muita coisa para ser celebrada. De uma forma concreta, acabamos como começámos: os dois.”

Os Dead Combo nasceram em 2003, com o propósito de homenagear Carlos Paredes (que só morreria no ano seguinte), mas depressa evoluiu para a criação de originais e de um universo muito próprio. Passando a música portuguesa para o imaginário cinematográfico dos westerns e dos filmes de suspense, atirando-se mais tarde para as sonoridades africanas e da América do Sul, ajudaram a criar, pela via do rock, a “nova Lisboa” que se mostrou na sua forma mais exuberante com Buraka Som Sistema e seus seguidores.

Editaram seis álbuns: Vol. 1 (2004, com o selo da Transformadores e o único que não se encontra no Spotify), Vol. 2 – Quando A Alma Não É Pequena (2006), Lusitânia Playboys (2008), Lisboa Mulata (2011), A Bunch of Meninos (2014) e Odeon Hotel (2018). Também não faltam discos gravados ao vivo e um DVD, nem uma raridade, com as primeiras gravações de Tó Trips (ex-Lulu Blind), ainda a solo, feito em 2002 e lançado cinco anos depois – Guitars From Nothing (ed. Rastilho).

Em 2012, os Dead Combo ganharam tração internacional. Obra da sua participação no programa Anthony Bourdain No Reservations, que se propunha descobrir os segredos gastronómicos de Lisboa. A chegada aos tops de vendas digitais nos EUA fica como pena no chapéu desta banda, que juntou “dois corpos escanzelados que mal se conheciam e vibravam por músicas distantes”. Agora, é tempo de revisitar esse percurso e dizer adeus. “Voltamos aos palcos com uma tour, num passeio pela nossa história. Começará no final de 2019 e acabará em 2020.” Em duo, no diálogo soturno com que vieram ao mundo.

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