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Desterro
©IvendrellClaustro do Hospital do Desterro em 2012

O Hospital do Desterro foi vendido pelo Estado ao Grupo Mainside

A imobiliária estatal, a Estamo, vendeu o edifício do antigo hospital à Mainside, por 10,5 milhões de euros. Negócio ficou fechado no final de Dezembro.

Escrito por
Renata Lima Lobo
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Com portas fechadas desde 2007, o Hospital do Desterro foi agora vendido pela Estamo (a imobiliária do Estado) ao Grupo Mainside, arrendatário do espaço desde Maio de 2013. A escritura foi celebrada a 29 de Dezembro por 10,5 milhões de euros.

Localizado na Avenida Almirante Reis, o Desterro foi desactivado após 150 anos de vida como hospital de referência, nascido no edifício do antigo Mosteiro de Nossa Senhora do Desterro, construído em finais do século XVI. Agora vira mais uma página da sua já longa história para, no futuro, se transformar em várias coisas ao mesmo tempo: uma unidade hoteleira, uma zona de restauração e quem sabe um polo de produção para empresas, explicou a Mainside ao jornal ECO.

A empresa de investimentos imobiliários já era arrendatária deste espaço desde 2013, após a assinatura do chamado Protocolo de Coorganização do Projecto de "Reabilitação e Reutilização Temporária do Hospital do Desterro", celebrado entre o Município de Lisboa, a Estamos e a Mainside (que pode consultar aqui). O objectivo passava pela dinamização do imóvel no âmbito da dinamização do eixo Martim Moniz Praça do Chile, promovida pelo anterior executivo, num contrato celebrado para um prazo de 25 anos.

O projecto previa novos espaços como oficinas e residências artísticas, áreas destinadas a eventos, lojas, unidades hoteleiras e um "estabelecimento de ensino", mas o acordo andou tremido em 2020, altura em que a Mainside solicitou a suspensão da renda por ter parado a obra do projecto de reabilitação, devido ao impacto económico gerado pela pandemia.

Em Junho de 2020, num comunicado enviado às redacções, a Mainside explicou que após a celebração do contrato, "seguiram-se cinco penosos anos em que a inércia da Estamo inviabilizou o progresso na reabilitação do edifício". José Carlos Queirós Carvalho, administrador e presidente da Mainside, lamentou a recusa da Estamo em rever a renda durante a pandemia (uma renda de 25 mil euros), uma vez que "planeava contribuir para a construção dos próximos 500 anos da História do Desterro", tendo criado uma empresa dentro do grupo para esse efeito, a +500. Um conflito que parece agora sanado com a venda definitiva do imóvel.

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