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Festival Mental
Tenho medo do medo, de Cátia Silva

O Mental está de volta para quebrar estigmas com informação e cultura

O festival regressa a Lisboa de 20 a 28 de Maio. A programação, que gira à volta da saúde mental, inclui cinema, música, dança, teatro, literatura e conversas temáticas.

Por
Raquel Dias da Silva
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A saúde mental tem um impacto considerável na nossa qualidade de vida, mas ainda é comum subvalorizar sintomas e até resistir a cuidados. Uma tolice, claro. Mas o Festival Mental continua a quebrar estigmas ano após ano. Já vai na 5.ª edição e a ambição continua exactamente a mesma: combater a falta de informação sobre a temática através da cultura. A proposta não podia ser mais pertinente, agora que a pandemia está a fazer disparar os índices de doença mental. Felizmente, os divãs desta terapia artística estão prestes a ocupar o Cinema São Jorge, a Fábrica Braço de Prata e o Atmosfera m. Entre 20 e 28 de Maio, há muito para ouvir, ver e fazer.

Em 2021, as populares M-Talks (8-21€), que se realizam todas no Cinema São Jorge, vão focar-se em três grandes temas, a Eco-ansiedade, a Somatização e a Depressão. Neste âmbito, vão também ser projectados três filmes temáticos, que se associam a cada uma das problemáticas: No Coração da Escuridão, de Paul Schrader (21 de Maio, 20.00); Inadaptado, de Spike Jonze (22 de Maio, 20.00); e Manchester by the Sea, de Kenneth Lonergan (23 de Maio, 20.00). Mas a programação arranca antes, a 20 de Maio, às 20.30, com um espectáculo de dança e um M-Debate, uma conversa de entrada livre sobre a nossa intensa relação com a tecnologia e como esta afecta a saúde mental.

No dia seguinte, 21 de Maio, a habitual Mostra Internacional de Curtas e Longas-Metragens (5-13€) terá início às 17.00, com a exibição de cinco produções, do conjunto de 14 seleccionadas através de open call e que, mesmo originárias dos quatros cantos do mundo, comungam entre si por abordarem uma temática sempre relacionada com a saúde mental. Após esta primeira sessão, estão previstas mais duas, nos dias 22 e 23 de Maio, novamente às 17.00. “Como seria expectável, temos vários filmes este ano que, através de diferentes formas e perspectivas, abordam o tema da Covid-19, dos confinamentos e do impacto que estes têm”, revela Catarina Belo, programadora do M-Cinema, que destaca o vencedor deste ano, A Cor da Sombra, do norueguês por Martin A. Walther.

Ainda no Cinema São Jorge, destaca-se o M-Jovem (4€), marcado para 22 de Maio, às 16.00: o convite é do Grupo de Teatro Terapêutico da Unidade W +, que vai apresentar a peça As sereias vivem no espaço. O M-Júnior (5€) acontece no dia seguinte, 23, às 17.45: “A Menina que era diferente” é uma oficina de movimento, inspirada no filme de animação português História Trágica com Final Feliz, de Regina Pessoa, que quer pôr os mais novos a reflectir sobre a diferença, através de um conjunto de actividades artísticas.

No penúltimo dia de festival, 27 de Maio, às 18.30, o espaço Atmosfera m será o palco do lançamento do livro Isto Não É Uma Invenção – Ecoansiedade e o Futuro do Planeta, de Paulo Vieira de Castro. Já a 28 de Maio, às 21.00, há programação musical (8€) na Fábrica Braço de Prata, com actuações e histórias de Mafalda Sacchetti e Victor Zamora. Para mais informações, basta consultar a agenda no site do Festival Mental.

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