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O mundo da porcelana chinesa chegou ao Museu do Oriente

Por
Francisca Dias Real
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Para assinalar mais um ano de vida, o Museu do Oriente põe a descoberto uma das maiores colecções de porcelana chinesa de exportação da Europa com a nova exposição “Um Mundo de Porcelana Chinesa – A Antiga Colecção Cunha Alves”. A mostra pode ser vista a partir de 9 de Maio e passa a integrar a exposição permanente do museu dedicada à presença portuguesa na Ásia.

Foi ainda em 2018 que a Fundação Oriente adquiriu a Antiga Colecção Cunha Alves – do colecionador e diplomata Paulo Cunha Alves, que a constituiu ao longo de 25 anos –, na Austrália, o último país onde a colecção esteve antes de integrar o acervo do museu.

A exposição vai estar agrupada por temáticas como a música, dança e poesia, temas satíricos, anedóticos e históricos, ou o erotismo, num total de 130 peças inspiradas em diferentes fontes iconográficas europeias que se juntam ao espólio de mais de 17 mil peças do Museu do Oriente.

As encomendas destas peças para o mercado ocidental começaram a ser feitas com a chegada de Vasco da Gama à India, em 1498, e a conquista de Malaca em 1511. Para o Oriente eram enviados desenhos e pequenas pinturas a óleo que eram depois copiados pelos artesãos chineses.

Aprofundar conhecimentos

Se tem uma paixão escondida por esta temática, saiba que as peças que integram a exposição serão também alvo de estudo no curso “Porcelana de Exportação”, orientado por Maria Antónia Pinto Matos, especialista em porcelana chinesa e directora do Museu Nacional do Azulejo e do Museu da Presidência da República. O curso arranca a 4 de Maio e terá cinco sessões, sempre aos sábados, até 1 de Junho, para que possa aprender mais sobre a evolução da história da porcelana chinesa no decorrer das dinastias Ming (70€; Sábados 10.00-13.00).

Avenida Brasília. A partir de 9 de Maio. Ter-Dom 10.00-18.00 (Sextas até às 22.00). 6€.

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