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Operafest
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O novo Operafest junta concertos ao ar livre, cinema e até uma rave

O festival de ópera realiza-se pela primeira vez entre 21 de Agosto e 11 de Setembro, nos Jardins do Museu de Arte Antiga e nas Carpintarias de São Lázaro.

Por
Francisca Dias Real
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Há um novo festival de ópera em Lisboa. Sob a direcção artística da soprano Catarina Molder, o Operafest surge da necessidade de “projectar esta forma de arte total no futuro e para oferecer a emoção da ópera a todos”. A programação é abrangente e, entre 21 de Agosto e 11 de Setembro, tanto se pode assistir a grandes clássicos como a um concurso de ópera contemporânea, cine-ópera e até uma rave com o devido distanciamento social. 

“Com o mote ‘Quanto pior, melhor’, evocando a essência trágica da ópera – o arranque do Operafest faz-se sob o tema unificador da traição e do engano, como instigadores da tragédia”, escreve a organização. Assim, nos dias 21, 22, 24, 26 e 28 de Agosto (21.30), no Jardim do Museu Nacional de Arte Antiga, será apresentada a ópera Tosca, de Giacomo Puccini, numa versão mais íntima, devido às restrições impostas pela Covid-19.

É também no Jardim do Museu Nacional de Arte Antiga que se realiza a Maratona Ópera XXI, nos dias 30 e 31 de Agosto e 3 e 4 de Setembro (21.30), onde sete jovens compositores portugueses vão apresentar óperas inéditas. A concurso estão Esta Ítaca que não encontro, de Diogo da Costa Ferreira; Nunca fomos tão novos como agora, de Fábio Cachão; Eco/Arquipélago, de João Ricardo; O Tesouro, de Miguel Jesus; Contos da criação: Adão, de Pedro Finisterra; Margarida, de Sara Ross; e Não sei quantas Almas tenho, de Tiago Videira. 

As obras, apresentadas na sua forma final de espectáculo, serão avaliadas por um júri misto, sendo no fim atribuído o prémio Carlos de Pontes Leça (cinco mil euros) à ópera vencedora, sob forma de uma nova comissão. 

A 5 de Setembro (22.00), a ópera funde-se com a música pop e a música pop na ópera, com a Rave Operática nas Carpintarias de São Lázaro, com distanciamento social e lugares marcados. Aqui convida-se o público a fazer uma viagem ao mundo da ópera pop, com homenagens a estrelas que cruzaram os dois campos: Nina Hagen, Klaus Nomi, Marias Callas ou Mirella Freni. Conte com DJs, cantores líricos, compositores e músicos de vários quadrantes nesta encenação interactiva com o público, que é convidado também a seguir um dress code barroco-futurista.

O dia 6 de Setembro (15.00) fica marcado por um debate nas Carpintarias sobre Dramaturgia na construção de uma ópera –  Ingredientes especiais do libreto. Haverá ainda um ciclo de conferências nas Carpintarias: uma no dia 9 de Setembro, sob o tema Jogos da Vida, com Maria Filomena Molder, e outra no dia 10 com Rui Vieira Nery, intitulada Mulheres à Beira de Um Ataque de Nervos. 

Haverá também um ciclo de cinema, o cine-ópera, que apresenta algumas versões cinematográficas de grandes óperas, como é o caso de Tosca, de Gianfranco di Bosio (dia 7), Cavalleria Rusticana, de Franco Zeffirelli (dia 8), e Fidélio, de Ernst Wild (dia 9). Os filmes são projectados às 21.30 de todos os dias nas Carpintarias.

No último dia de festival, a 11 de Setembro, a partir das 21.30, haverá uma gala de ópera surpresa nas Carpintarias de São Lázaro. Será o público que, online, vai poder escolher o alinhamento da gala, inspirado nos discos pedidos dos programas de rádio.

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