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Red Frog
©Arlindo Camacho

O novo Red Frog abre na Primavera

O Red Frog não fechou. O prédio do bar na Rua do Salitre foi vendido, mas o Red Frog, na lista dos melhores do mundo, muda-se para outro espaço na Avenida da Liberdade em Março ou Abril.

Por Clara Silva
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O pânico estava lançado: “O Red Frog fechou”, dizia uma notícia da NIT. Foi um post de Facebook feito pelo bar na Rua do Salitre, em Lisboa, na lista dos 50 melhores do mundo, que deu origem ao equívoco: “Vivemos um ano atípico, um ano que nos marcou de várias formas. Enquanto bar, enquanto equipa, enquanto estrutura e enquanto marca. Enfrentamos muitas adversidades e fomos seriamente postos à prova. Com as portas encerradas há vários meses, mas sempre à procura de uma solução que nos enchesse as medidas. Despedimo-nos da Rua do Salitre, mas não do Nosso Red Frog.”

Paulo Gomes, um dos fundadores do bar, ao lado de Emanuel Minez, ligou à Time Out a esclarecer que não é o fim do Red Frog. Pelo contrário, é um novo começo. O encerramento do espaço, de onde já retiraram praticamente tudo, não se deve sequer “à pandemia”. “Há cerca de um ano o prédio onde estávamos foi vendido”, conta. “Não nos renovaram o contrato e quiseram que saíssemos. Não é consequência da pandemia, é consequência do mercado imobiliário de 2019 que estava ao rubro. Para eles somos um número, uma renda, e não uma mais-valia.”

O Red Frog abriu em 2015 e veio revolucionar os cocktails da cidade, até então pouco explorados, com ingredientes invulgares e a servir, mais que bebidas, experiências. A história desse espaço “fica por aí”, diz Paulo, mas o novo capítulo deverá começar já na Primavera, “lá para Março/Abril”. “Não queríamos deixar morrer a marca. É uma marca ícone e tem muito valor no mercado. Decidimos que íamos avançar de outra maneira, mudando a localização.”

Para já, Paulo Gomes não quer adiantar grandes pormenores, dizendo apenas que será na zona da “Avenida da Liberdade” e que ficará “dentro de outro espaço”. “Vai ser mais intimista, mais pequeno. Vamos tentar levar o máximo de elementos que podemos [do antigo Red Frog].”

Descobrir o bar será também uma aventura. “Vamos ser um verdadeiro speakeasy bar, porque é preciso entrar dentro de outro sítio para depois ter acesso. E não é directo, vão ter de descobrir onde é que estamos. Na rua vai haver um sapo e mais nada.”

O novo Red Frog terá um terço da capacidade do antigo espaço, mas “muito mais qualidade”. “Será mais aquilo que éramos ao início, porque agora já ficámos com muito volume e o Red não foi pensado para isso.” A carta de cocktails será também mais reduzida, a tentar incluir o máximo número possível de ingredientes nacionais, e irá haver comida, uma grande novidade.

O local será anunciado em breve, mas Paulo Gomes deixa um desafio aos leitores da Time Out: “Quem tiver alguma sede de saber onde é o local, quem for muito curioso, pode ser que o descubra.” Ainda não há nenhum sapo vermelho na rua, “mas há outra maneira de descobrir”.

Enquanto as portas do novo Red Frog não abrem, os donos  dedicam-se ao seu irmão mais novo, o Monkey Mash, na Praça da Alegria. Aberto de segunda a sexta-feira, das 17.30 às 22.30, em 2020 foi considerado um dos Melhores Bares da Europa.

“O Red Frog não morreu, continuamos vivos”, afirma Paulo Gomes. Ainda bem, rematamos nós.

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