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Pátio das Antigas, Lisboa Antiga, Casa da Sorte do Rossio
©DRCasa da Sorte do Rossio

O Pátio das Antigas: A casa dos prémios

Coisas e loisas da Lisboa de outras eras

Por Eurico de Barros
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Aberta em 1940, a sucursal da Casa da Sorte do Rossio tornou-se num dos endereços mais emblemáticos da Baixa lisboeta. Fechou após o 25 de Abril.

Ao contrário do que muitos pensam, a Casa da Sorte não foi fundada em Lisboa mas sim em Braga, em 1933, por António Augusto Nogueira da Silva. Foi de lá que o negócio da Lotaria Nacional se expandiu para o resto do país, bem como para as antigas províncias ultramarinas. Depois do 25 de Abril e da descolonização, com o encerramento dos estabelecimentos nos novos países africanos independentes, a Casa da Sorte abriu mais sucursais em várias cidades portuguesas.

Era em Lisboa que se situava uma das mais conhecidas e emblemáticas sucursais da Casa da Sorte – a primeira a ser inaugurada na capital –, pela localização, pela decoração e pela regularidade com que distribuía prémios em dinheiro, alguns deles consideravelmente gordos. Aberta em Agosto de 1940, a Casa da Sorte do Rossio depressa se tornou um dos endereços de referência da Baixa. Por coincidência, poucos dias depois de ter aberto as portas, a sucursal alfacinha vendeu a sorte grande dessa semana, distribuindo então mais de 20 mil escudos em prémios, uma soma impressionante para a época.

A Casa da Sorte do Rossio, que vendia também tabaco, estava decorada nas paredes com ditos populares relacionados com sorte, azar e dinheiro: “Quem não se aventurou não perdeu nem ganhou”, ou “Não há mal tão lastimeiro como não ter dinheiro”. Fecharia após o 25 de Abril, acompanhando a decadência da Baixa.

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